A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) estreou-se na cirurgia robótica com um bypass gástrico bem-sucedido. Tecnologia de última geração vai servir uma população de 520 mil habitantes em procedimentos complexos de obesidade e oncologia.
A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) alcançou um marco histórico na modernização dos seus cuidados de saúde com a realização, com sucesso, da sua primeira cirurgia robótica. A intervenção — um bypass gástrico — assinala a introdução oficial desta tecnologia de ponta na instituição, que passa agora a integrar o restrito grupo de hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) equipados com sistemas cirúrgicos robóticos.
Esta tecnologia será canalizada prioritariamente para áreas de elevada complexidade e diferenciação clínica, com especial enfoque no tratamento cirúrgico da obesidade e do cancro gástrico. Segundo a instituição, a precisão cirúrgica permitida pelo robô é determinante nestas patologias, onde a dissecção minuciosa dos tecidos, a preservação de estruturas anatómicas sensíveis e a qualidade da reconstrução digestiva ditam o sucesso da recuperação dos doentes.
A evolução mais recente da cirurgia minimamente invasiva
Considerada a evolução mais recente da cirurgia minimamente invasiva, a tecnologia robótica permite ao cirurgião operar a partir de uma consola, controlando instrumentos altamente articulados. O sistema reproduz os movimentos da mão humana com maior amplitude, estabilidade e rigor do que os métodos tradicionais, oferecendo ainda uma visão tridimensional ampliada do campo operatório.
A evidência científica valida o investimento: em doentes selecionados, a cirurgia robótica resulta numa menor perda de sangue, redução significativa da dor pós-operatória e num menor risco de complicações. Para o paciente, isto traduz-se em períodos de internamento mais curtos e num regresso mais rápido à rotina diária, salvaguardando a eficácia e segurança dos padrões convencionais.
Para o Presidente do Conselho de Administração da ULSTS, José Luís Gaspar, este avanço representa um momento histórico para a instituição. “A realização da primeira cirurgia robótica representa um marco na
história da ULSTS. Este investimento demonstra a nossa aposta contínua na inovação, na diferenciação clínica e na melhoria dos cuidados prestados à população. Os nossos doentes passam a ter acesso a tecnologia de última geração, próxima de casa, sem necessidade de serem encaminhados para outros centros hospitalares”.
Formação rigorosa e autonomia regional
A implementação deste programa avançado não foi imediata. A introdução do sistema robótico foi precedida por um exigente programa de formação multidisciplinar que envolveu cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros e assistentes operacionais, garantindo a total segurança dos procedimentos.
Com este avanço, os cerca de 520 mil habitantes da área de influência da ULSTS deixam de depender da deslocação para grandes centros urbanos centrais para terem acesso a intervenções desta complexidade. A instituição reforça, assim, o seu posicionamento como uma unidade de referência no SNS, alinhada com os padrões internacionais de cuidados de saúde.

