Um homem de 33 anos foi detido em Lisboa pela Polícia Judiciária (PJ), fortemente indiciado pelos crimes de rapto, ofensa à integridade física qualificada, coação e ameaça agravadas, e detenção de arma proibida. O crime violento ocorreu na madrugada de 7 de setembro de 2025, entre Lousada e Freamunde.
De acordo com o comunicado emitido esta sexta-feira pela PJ, o detido, com a cumplicidade de outros três suspeitos, sequestrou e agrediu violentamente a vítima com o objetivo de obter a localização de uma terceira pessoa. O alvo do grupo era um homem que tinha uma dívida pendente com o agora detido, relacionada com o tráfico de estupefacientes.
Extorsão sob ameaça de arma de fogo
Durante o período em que foi mantida em cativeiro, a vítima foi coagida, sob a ameaça de uma arma de fogo, a realizar contactos telefónicos. Os agressores utilizaram ainda o telemóvel do próprio visado para ameaçar mais duas pessoas, exigindo o pagamento imediato do valor em dívida. O grupo acabou por conseguir consumar a extorsão após a realização de uma transferência bancária por via eletrónica.
Após a cobrança do dinheiro, a vítima foi abandonada numa zona florestal em Lousada.
Apreensão de droga e reincidência
A investigação da Polícia Judiciária permitiu localizar o principal suspeito em Lisboa, cidade onde se encontrava atualmente a trabalhar. No decorrer da operação, as autoridades realizaram buscas na residência do suspeito, localizada na zona do Grande Porto, onde apreenderam quantidades significativas de resina de canábis e cocaína.
No local foram também detetados e apreendidos vários objetos de suporte ao tráfico de droga, incluindo:
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Uma balança de precisão;
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Uma tábua de corte;
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Cerca de mil embalagens individuais destinadas ao acondicionamento e venda de estupefacientes.
A PJ sublinha que o homem já tem antecedentes criminais graves. Em fevereiro deste ano, o indivíduo tinha sido detido em flagrante pelo crime de tráfico de droga em circunstâncias idênticas, estando, por isso, obrigado ao cumprimento de apresentações bissemanais num posto policial.
O detido será agora presente a primeiro interrogatório judicial para a aplicação das respetivas medidas de coação.

