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Setor das terraplanagens em marcha lenta entre Paredes e Coimbra contra a subida dos combustíveis

marcha lenta

Grupo parte de Lordelo em direção a Coimbra

Cerca de 500 camiões vão percorrer 200 quilómetros de autoestrada esta sexta-feira. Empresários dizem ter sido esquecidos nos apoios do Governo ao gasóleo.

Cerca de 500 camiões vão sair esta sexta-feira de manhã, às 7h30, de Lordelo, no concelho de Paredes, numa marcha lenta até Coimbra. A iniciativa junta empresários do setor das terraplanagens, movimentação de terras, extração de inertes e transportes, que protestam contra a escalada nos preços dos combustíveis e exigem “respostas concretas” da parte do Governo.

A caravana de protesto, composta por cerca de 500 veículos pesados, tem partida agendada junto ao acesso à A42 em Lordelo. Seguirá depois pela A41 no sentido Norte-Sul e entrará na A1, onde prosseguirá no mesmo sentido ao longo de cerca de 200 quilómetros de autoestrada, terminando no nó de Coimbra Sul.

Em causa está a indignação do setor perante as recentes medidas de mitigação do impacto dos combustíveis anunciadas pelo Governo. Segundo o advogado Miguel Machado Mendes, representante dos promotores do protesto, o movimento nasceu de forma “espontânea e apolítica” após os empresários se sentirem “defraudados” por terem sido excluídos dos apoios dirigidos a outras áreas do transporte de mercadorias e passageiros.

“A semana passada foram anunciadas medidas para empresas que usam gasóleo, mas que não se aplicaram a este setor”, explicou o advogado ao Jornal IMEDIATO, alertando para o estrangulamento financeiro que muitas destas empresas enfrentam.

De acordo com a organização, a situação é “particularmente grave” porque uma grande parte dos empresários se encontra a executar contratos cujos preços e serviços foram acordados antes da escalada de custos nos combustíveis, inviabilizando a margem de rentabilidade das operações.

Além do forte impacto previsto na circulação rodoviária ao longo da manhã, a organização sublinha o apoio que tem recebido por parte de outros setores económicos e de cidadãos em geral. “Revêem-se na nossa luta e é bom ver que um evento informal conseguiu chamar tanta gente à sua volta”, destacou Miguel Machado Mendes, manifestando a expectativa de que o protesto sensibilize o Governo para a inclusão urgente destas empresas nos mecanismos de apoio do Estado.

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