Cerca de 90% das pessoas que sofrem de problemas de saúde mental afirmam que o estigma social tem um impacto altamente negativo no seu quotidiano. O alerta surge no âmbito de uma iniciativa conjunta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), que visa sensibilizar a população para a desmistificação das perturbações psicológicas.
Os dados apresentados revelam uma realidade expressiva: 1 em cada 5 portugueses vive com algum problema de saúde mental. No entanto, além de enfrentarem a própria doença, a grande maioria destas pessoas é ainda confrontada com o preconceito e o julgamento social.
Empatia em igualdade com a saúde física
A campanha destaca a assimetria com que a sociedade tende a encarar a saúde física e a saúde mental. Quando alguém partilha um diagnóstico de doença física, a reação habitual passa pela demonstração de preocupação e pelo incentivo à recuperação. As entidades de saúde defendem que a saúde mental deve merecer “a mesma empatia, apoio e compreensão”.
“Nenhuma pessoa deve carregar, também, o peso do estigma”, sublinha a mensagem divulgada, lembrando que o reconhecimento do problema é o primeiro passo fundamental para iniciar o tratamento adequado.
Recomendações para combater o estigma e a solidão
Para apoiar quem atravessa momentos de perturbação psicológica e sensibilizar a comunidade em geral, as autoridades de saúde deixam um conjunto de recomendações práticas:
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Procurar ajuda especializada: O pedido de apoio deve ser encarado como um ato de coragem, sem receio do julgamento alheio.
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Acreditar no próprio valor: É essencial não ceder a comentários ou atitudes de cariz negativo.
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Contrariar o isolamento: A recomendação passa por evitar passar pela doença em solidão, mantendo o convívio e a proximidade com as pessoas de confiança.
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Separar a identidade da doença: É fundamental recordar que “os nossos problemas não nos definem” e que se tratam de pessoas a viver com uma condição passageira ou tratável.
O Serviço Nacional de Saúde reforça que a deteção precoce e o acompanhamento por profissionais qualificados são determinantes para a recuperação, apelando a que ninguém enfrente estes desafios sem o devido suporte social e médico.
