Os sociais-democratas reagiram aos comunicados do Partido Socialista e do Chega sobre o caso PFR Invest, lembrando que as decisões judiciais já deitaram por terra as narrativas da gestão ruinosa. O partido aponta o dedo à gestão socialista entre 2013 e 2017 e recusa que se conte “apenas metade da história”.
O Partido Social Democrata (PSD) de Paços de Ferreira reagiu às recentes tomadas de posição do Partido Socialista (PS) e do Chega, que emitiram comunicados conjuntos a visar o presidente da Assembleia Municipal, António Coelho, a propósito de alegadas contradições sobre a “Carta de Conforto” da antiga empresa municipal PFR Invest.
Para a estrutura local do PSD, a atuação da oposição configura uma “coincidência curiosa” e uma “estratégia de barulho” que serve apenas para evitar responder aos problemas reais e atuais do concelho.
Uma “coincidência curiosa” sete dias após a Assembleia Municipal
Em comunicado, os sociais-democratas estranham o facto de, tendo a Assembleia Municipal decorrido no dia 30 de junho, o PS e o Chega terem decidido divulgar comunicados “sobre exatamente o mesmo tema e dirigidos à mesma pessoa, quase em simultâneo”, sete dias depois.
“Quando dois partidos que afirmam representar projetos políticos tão diferentes escolhem o mesmo alvo, o mesmo argumento e o mesmo momento para intervir publicamente, os pacenses têm o direito de retirar as suas próprias conclusões”, sublinha o PSD.
Os social-democratas pacenses lamentam que, “uma vez mais”, o Partido Socialista procure “refugiar-se na PFR Invest” sempre que faltam respostas para questões prementes como “a degradação das estradas, o apoio aos seniores, a perda de competitividade do concelho, a dificuldade em captar investimento ou a falta de oportunidades para os mais jovens”.
Tribunais contrariam a narrativa do PS, defende o PSD
O PSD de Paços de Ferreira assenta a sua defesa em duas decisões judiciais que, assume, repõem a verdade dos factos e desarmam o discurso que o PS tem repetido ao longo de uma década.
O partido recorda a sentença do Tribunal de Amarante, de 2019, que considerou não provadas várias acusações feitas pelos socialistas, nomeadamente as alegações de falsificação de contas, ocultação da situação financeira da empresa ou a prática de negócios ruinosos por parte da anterior administração liderada pelo PSD.
Fala ainda do Acórdão de 2024, relativamente à indemnização a pagar à Caixa Geral de Depósitos e esclarece que, ao contrário do que a oposição afirma, o tribunal determinou que a chamada “carta de conforto” não constituiu o fundamento da decisão judicial nem criou novas obrigações financeiras para o Município além das previstas na lei.
Perante isto, os sociais-democratas consideram que seria expectável que o PS tivesse “a humildade de reconhecer que nem tudo aquilo que afirmou ao longo dos últimos anos corresponde aos factos apurados pelos tribunais”.

