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Paulo Meneses acusa oposição de querer “destruir o Paços” e defende validade da SAD

PauloMeneses final

Paulo Meneses liderou o FC Paços de Ferreira até março de 2025

ISCE Douro 2026

Anterior presidente reagiu duramente às críticas de antigos dirigentes sobre os erros na contagem de votos. Meneses apela ao respeito pela decisão dos sócios e descarta a repetição da Assembleia Geral.

O clima à volta do FC Paços de Ferreira continua instável. Paulo Meneses, anterior presidente do clube, quebrou um longo silêncio para responder às críticas de Fernando Sequeira e outros associados que contestam a aprovação da SAD. Em causa está a retificação dos resultados da Assembleia Geral de 24 de abril pela Mesa da Assembleia Geral (MAG), que confirmou a vitória do “Sim”, apesar de erros iniciais na contagem.

“O vosso tempo já passou”

Numa tomada de posição clara, Paulo Meneses defendeu que o erro material detetado pela MAG — que confundiu número de boletins com número de votos na Mesa 4 — não altera a vontade expressa pela maioria. Para o ex-dirigente, a exigência de uma nova votação por parte da oposição carece de “honestidade intelectual”.

“Acaso alguém acredita que se a decisão fosse do ‘não’ essas mesmas pessoas pediriam nova assembleia?”, questionou Meneses, dirigindo-se ao grupo liderado por Fernando Sequeira. O antigo presidente foi mais longe, afirmando que “o clube não é de antigos dirigentes” e que as ameaças de providências cautelares não devem amedrontar a instituição, uma vez que a lei prevê a correção de lapsos sem obrigar à repetição de atos.

Desafio à responsabilidade financeira

Paulo Meneses aproveitou a intervenção para lançar um desafio aos opositores do modelo de SAD proposto pela atual Direção. O ex-presidente lembrou o défice anual de dois milhões de euros que o clube enfrenta, questionando se os críticos estariam dispostos a assumir a gestão com o seu “património pessoal em risco”.

“Quem gosta cuida. Não destrói porque discorda”, rematou, apelando ao fim da exposição do clube na “praça pública”.


A retificação que incendiou o debate

A polémica estalou após a MAG ter vindo a público corrigir os resultados da histórica votação de abril. Fernando Sequeira (Sócio 32 e antigo presidente) classificou o comunicado de retificação como um “atentado à transparência”, alegando que as contas continuam a não bater certo e que um boletim nulo teria “desaparecido” no novo apuramento.

A oposição, que inclui ainda Moreira Lobo e Marcelo Ribeiro, defende que a ata original, aprovada com dados errados, é juridicamente inválida e exige uma nova votação por voto secreto durante um dia inteiro.

Resultados finais após retificação:

Apesar da contestação, a MAG mantém a deliberação como válida, apresentando os seguintes números finais:

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