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Partido Livre exige esclarecimentos sobre o futuro da Linha do Vale do Sousa

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Filipa Pinto, deputada do Livre na Assembleia da República

A deputada Filipa Pinto criticou a ausência de prazos para a concretização de uma infraestrutura que considera vital para ligar Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira ao Porto em menos de uma hora.
O Partido Livre levou na última semana à Comissão de Infraestruturas a urgência da Linha ferroviária do Vale do Sousa, acusando o Executivo de manter o projeto num impasse técnico e político. A deputada Filipa Pinto defendeu que a obra é o motor de desenvolvimento que falta a uma região historicamente esquecida.

Um projeto de desenvolvimento territorial

Para o Livre, a nova linha ultrapassa a dimensão infraestrutural. “A Linha do Vale do Sousa não é só um projeto de engenharia abstrato, é um projeto de desenvolvimento de território, de coesão e de oportunidade para uma região que durante décadas foi penalizada por uma acessibilidade deficitária ao Porto e ao resto do país”, afirmou a parlamentar.

A deputada, com ligação a Lousada, sublinhou que a modernização e eletrificação do traçado, com integração na rede nacional, terá um impacto social profundo. “Pode colocar municípios como Felgueiras, Lousada ou Paços de Ferreira a menos de uma hora de comboio do Porto, mudando o acesso ao emprego, à educação e à saúde”, reforçou.

Críticas à “falta de planeamento”

Apesar de estar inscrita no Plano Ferroviário Nacional e no PNI2030, a linha continua sem luz verde para avançar. Filipa Pinto lamentou que “o atual Governo não apresenta um planeamento ou calendário claro, nem avanços na linha do Vale do Sousa ou na integração com a reabertura da Linha do Tâmega até Amarante”.

O desafio do custo-benefício

A intervenção incidiu também sobre as soluções técnicas necessárias para viabilizar o projeto, como a quadruplicação da via entre Campanhã e Contumil e a reativação do Ramal de Leixões para passageiros.

A deputada confrontou ainda a tutela sobre as dúvidas levantadas por entidades externas: “Eu pergunto se consideraram estes custos na vossa análise de custo-benefício. Tiveram críticas apontadas à vossa análise, nomeadamente pela GEOTA, que questionaram a relação custo-benefício, apontando para custos elevados considerando a procura prevista?”.

O Livre reitera que o investimento é prioritário para garantir que o Vale do Sousa recupere o atraso competitivo em relação às restantes áreas metropolitanas do país.

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