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Paredes e Paços de Ferreira são no Vale do Sousa onde a compra de casa exige maior sacrifício financeiro

ConstrucaoPacos final

Banco de Portugal considera que um patamar considerado "saudável" da taxa de esforço se situa entre os 30% e os 35% do rendimento líquido familiar

A crise no acesso à habitação alastrou-se de forma expressiva do centro das áreas metropolitanas para os municípios periféricos. Segundo um estudo da CasaDireta, divulgado hoje pelo Jornal de Notícias, a disparidade entre o preço mediano dos imóveis e o ganho médio dos trabalhadores está a sufocar os orçamentos familiares.

Em Portugal, o Banco de Portugal estabelece em 45% o limite máximo para a taxa de esforço no crédito à habitação, sendo que um patamar considerado “saudável” se situa entre os 30% e os 35% do rendimento líquido familiar. Contudo, no Litoral e em vários concelhos periféricos, estes valores são frequentemente superados.

A Situação nos Municípios do Vale do Sousa

Ao analisar os concelhos do Vale do Sousa, verifica-se uma forte disparidade no impacto da aquisição de habitação sobre os rendimentos das famílias:

Quadro Comparativo: Vale do Sousa (Habitação de referência: 90 m²)

Município Valor do m² (€/m²) Taxa de Esforço (%) Situação / Avaliação
Paredes

1.643 €

39%

Acima do nível saudável (Alerta)
Paços de Ferreira

1.472 €

37%

Acima do nível saudável (Alerta)
Lousada

1.348 €

34%

Nível Sustentável / Razoável
Penafiel

1.455 €

33%

Nível Sustentável / Razoável
Felgueiras

1.201 €

30%

Acessível / Nível Saudável

O Contexto Distrital e Nacional

No Distrito do Porto, a média dos 18 concelhos indica que são necessários 8,7 anos de ganho médio local para adquirir uma casa de referência de 90 m². Quinze dos 18 municípios do distrito estão acima da média nacional (6,6 anos). O concelho do Porto lidera com uma taxa de esforço de 54% (3.510 €/m²), seguido por Vila Nova de Gaia (53%) e Matosinhos (50%).

A nível nacional, Cascais encabeça a lista dos concelhos com maior taxa de esforço (91%), seguido por Lagos e Loulé (ambos com 90%) e Lisboa (71%).

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