A Arquidiocese de Braga anunciou, esta terça-feira, 26 de maio de 2026, a demissão do estado clerical de Albino Fernando Tristão Meireles. A decisão definitiva, tomada a 21 de abril após a conclusão do processo penal canónico interno da Igreja Católica, corresponde à pena máxima prevista pelo direito canónico e implica a perda permanente do estatuto de sacerdote.
O processo incidiu sobre crimes contra o sexto mandamento cometidos contra menores e pessoas vulneráveis. A deliberação da instituição surge após a análise das provas recolhidas e da condenação anteriormente aplicada pela justiça civil. Albino Meireles, natural de S. João de Covas, no concelho de Lousada, já havia sido condenado no tribunal civil a uma pena de dois anos e dez meses de prisão, suspensa na sua execução, pelo abuso sexual de três menores.
O antigo sacerdote, de 48 anos, exerceu funções em paróquias de Terras de Bouro e de Guimarães, designadamente em Serzedelo e Calvos. Encontrava-se suspenso de funções desde 2023, data desde a qual estava impedido de celebrar missas ou exercer qualquer atividade religiosa.
Em comunicado, a Arquidiocese de Braga reconheceu “a gravidade dos actos em causa” e “a profunda dor provocada às vítimas, às suas famílias, às comunidades cristãs e a todos os que legitimamente esperam da Igreja um testemunho coerente, seguro e responsável”. A instituição reafirmou o seu empenho em assegurar “ambientes seguros, especialmente para menores e pessoas vulneráveis”, assumindo os deveres de “vigilância, formação e responsabilização”.
A arquidiocese informou ainda que, por respeito pelas vítimas e dada a gravidade da matéria, não prestará mais declarações sobre o caso.

