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Paços de Ferreira e a arte do móvel: um legado que chega ao mundo digital

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Quando se fala em Paços de Ferreira, fala-se inevitavelmente de madeira, de marcenaria e de uma tradição que moldou uma região inteira.

Conhecida como a capital do móvel, esta terra do Vale do Sousa cresceu à volta de oficinas, fábricas familiares e do talento das mãos que sabiam transformar tábuas em obras-primas.

Uma tradição com séculos de história

Durante gerações, a marcenaria foi mais do que uma profissão, foi uma identidade. Não era raro encontrar, em cada freguesia, pelo menos um mestre marceneiro, muitas vezes rodeado de aprendizes e familiares. Era um trabalho minucioso, onde cada junta e cada acabamento contavam. O som das serras e o cheiro da madeira faziam parte do dia a dia.

Com o tempo, surgiram as fábricas, os processos mecanizados e a produção em série. A industrialização trouxe escala e eficiência e Paços de Ferreira soube adaptar-se. Mas a essência da marcenaria artesanal nunca desapareceu. Pelo contrário, encontrou novos caminhos.

Quando o artesanato encontra a tecnologia

Apesar das mudanças, o saber artesanal nunca desapareceu totalmente. Pelo contrário, ganhou um novo prestígio noutros mercados. Há hoje uma procura crescente por móveis personalizados e trabalhos de marcenaria fina, especialmente em setores como:

Estes nichos valorizam a precisão, a resistência e o charme que só um marceneiro consegue garantir.

O presente e o futuro do setor

Apesar dos desafios, a marcenaria da região continua ativa. Empresas como a AM Classic ou a Antarte, com raízes no Vale do Sousa, aliam o design moderno à mestria tradicional.

Produzem para todo o mundo, sem esquecer a origem, feita de oficinas pequenas, onde se aprende a ouvir a madeira antes de a cortar.

Além disso, projetos nesta arte tentam garantir que o ofício passe de geração em geração. Porque mais do que uma técnica é um património vivo.

No final, é… uma história que se reinventa

O que começou como um saber passado entre gerações evoluiu para um setor dinâmico, adaptado aos tempos modernos. Da sala de jantar à mesa de negócios, o toque do marceneiro de Paços de Ferreira continua presente.

E, diga-se que não se fica pela marcenaria. Existem muitas outras profissões que continuam a ter o toque desta região, como alfaiate ou latoeiro.

Num mundo cada vez mais digital, saber que o design de um espaço virtual pode ter começado numa oficina da nossa terra é mais do que simbólico, é inspirador.

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