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Nova técnica permite a doentes tratar insuficiência cardíaca grave na área de residência

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Cardiologistas Pedro Carvalho e Inês Oliveira da da Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa

maxibroker

O Serviço de Cardiologia dá um passo decisivo na autonomia clínica. Com esta nova técnica, cerca de 50 doentes anuais deixam de precisar de deslocações para outros hospitais.

O Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde (ULS) do Tâmega e Sousa reforçou, este mês de fevereiro, a sua capacidade assistencial com o início da implantação de dispositivos de ressincronização cardíaca (CRT). Este procedimento de alta diferenciação é destinado a doentes com insuficiência cardíaca grave, permitindo uma melhoria significativa na sua qualidade de vida.

Tecnologia ao serviço da coordenação cardíaca

Ao contrário de um pacemaker convencional — que estimula apenas o ventrículo direito — o dispositivo de ressincronização permite a estimulação simultânea dos dois ventrículos. Esta tecnologia corrige a dissincronia da contração do coração, garantindo que o órgão bata de forma mais coordenada e eficiente.

De acordo com os médicos cardiologistas Inês Oliveira e Pedro Carvalho, responsáveis pelo início do programa na unidade, os benefícios práticos para o doente são imediatos:

“Este procedimento está indicado para pessoas em que o pacemaker convencional deixa de ser a solução adequada, permitindo uma melhoria da resposta clínica e da qualidade de vida”, afirma a Dra. Inês Oliveira.

Proximidade e Eficiência: O fim das deslocações

Até agora, a ULS Tâmega e Sousa referenciava anualmente mais de 50 doentes para outras instituições hospitalares para realizar este procedimento. Com esta autonomia técnica, os utentes passam a realizar todo o percurso — da cirurgia ao acompanhamento em consulta — na sua área de residência.

Para Aurora Andrade, diretora do Serviço de Cardiologia, este marco consolida uma estratégia de diferenciação iniciada em 2023, quando o serviço implantou o seu primeiro desfibrilhador. “É a consolidação da evolução técnica e clínica da instituição”, sublinha.

Esta aposta traduz-se em maior continuidade de cuidados e numa resposta mais humana e eficiente para a população da região.

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