A Comunidade Intermunicipal aprovou uma tomada de posição remetida ao Governo e ao Parlamento. Em causa estão a continuidade da Variante à EN211 e a ligação Baião–Ponte da Ermida–Resende, consideradas vitais para a coesão e para o acesso à saúde.
Os 11 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa aprovaram, por unanimidade, uma tomada de posição conjunta em defesa da concretização urgente das ligações rodoviárias estruturantes dos concelhos de Cinfães e Resende aos grandes eixos nacionais.
A deliberação, aprovada pelo Conselho Intermunicipal, já foi remetida ao Governo, à Infraestruturas de Portugal (IP), à CCDR-NORTE e aos grupos parlamentares da Assembleia da República. O objetivo é ver estas intervenções inscritas como prioridades estratégicas nos planos de investimento rodoviário nacional e europeu.
Em causa estão dois projetos rodoviários considerados decisivos para a conectividade e competitividade da região:
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Ligação Mesquinhata (Baião)–Cinfães: visa dar continuidade à Variante à EN211 (cujo troço Quintã–Mesquinhata entrou recentemente em funcionamento) e assegurar uma ligação fluida à A4;
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Ligação Baião–Ponte da Ermida–Resende: inclui os troços necessários para retirar Resende do isolamento rodoviário, acompanhando os desenvolvimentos registados em 2026 no troço da EN321-2 (Baião/Lodão).
Resposta de emergência e acesso à saúde no centro das preocupações
Para a CIM do Tâmega e Sousa, a atual rede de acessibilidades condiciona gravemente o quotidiano das populações e o tecido económico local, com impacto crítico no acesso aos cuidados de saúde.
Atualmente, deslocações a partir de vários pontos de Cinfães e Resende até ao Hospital Padre Américo, em Penafiel — a unidade hospitalar de referência da região —, demoram mais de uma hora. A autarquia intermunicipal sublinha que este tempo de viagem é particularmente penalizador em situações de emergência médica e de proteção civil.
Além da prestação de socorro, a CIM argumenta que as novas vias são cruciais para a fixação de população, atração de investimento e promoção do turismo, reduzindo as assimetrias territoriais que persistem no interior do território.
Disponibilidade para cofinanciamento e projetos
Os autarcas da região apelam à mobilização de fundos comunitários e nacionais para a concretização das empreitadas e manifestam “disponibilidade para uma colaboração ativa e articulada” com o Executivo e a IP, nomeadamente na elaboração dos estudos e projetos técnicos necessários.
