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Moradores vivem momentos de incerteza após incêndio nas garagens do Sistelo

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Fotos: Direitos Reservados

Os moradores de um prédio na Urbanização do Sistelo, em Paços de Ferreira, viveram momentos de angústia quando, na noite de anteontem, um incêndio deflagrou na garagem e consumiu 32 viaturas e obrigou à retirada de 111 pessoas do prédio.

O incêndio começou às 22h43, num local tinha decorrido uma reunião de condomínio, que terminou menos de quarenta minutos antes. “Saímos de lá às dez e cinco e ninguém se apercebeu de nada, não havia fumo, nem cheiros e depois acontece aquele incêndio, repentino, que consumiu tudo de forma tão rápida”, contou Marta Nunes, uma das responsáveis pelo condomínio.

Daniela Rodrigues mora no prédio há oito anos e também esteve na reunião. Moradora no terceiro andar, estava em casa de uns amigos no segundo andar, quando foi alertada para o incêndio. “Ligou-me uma pessoa do condomínio a dizer que havia um incêndio e para irmos ver o que se passava. O meu companheiro foi com o marido da minha amiga, mas já não conseguiram entrar por causa do fumo”, explicou.

A partir dali viveram-se momentos de muita aflição. “A minha prioridade foi tirar da casa uma senhora que não anda, depois comecei a bater em todas as portas para avisar as pessoas. E pelo caminho alguém me disse que havia um carro a arder. Só tive tempo de ir a casa buscar uma máscara, tirar os meus gatos e vim cá para fora”.

Cá fora o cenário era aterrador. Os moradores todos no exterior, enquanto os Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira tentavam entrar na garagem – tarefa dificultada pelas elevadas temperaturas – e combater as chamas. “Ninguém sabe como aquilo começou, nunca vi tal coisa, tanta aflição e tanta impotência”, referiu Daniela Rodrigues, cujo carro estava na garagem, mas ainda não sabe qual o seu estado. “Era um carro velho, mas era meu e vai-me fazer muita falta”, lamentou.

Após uma primeira vistoria técnica realizada por parte dos serviços da Câmara Municipal, foi ainda possível perceber que as chamas atingiram 32 viaturas – 15 das quais totalmente – assim como cinco motas, sendo que uma ficou totalmente destruída. Quanto aos moradores, a maioria foi acolhida por familiares e 30 deles foram alojados num hotel, disponibilizado pela autarquia.

Já no dia de ontem, a Polícia Judiciária deslocou-se ao local para investigar as causas do incêndio e as equipas técnicas da autarquia começaram a avaliar a segurança do edifício. Ao que foi apurado, o incêndio não terá afetado as habitações, nem colocado em causa a segurança da estrutura, mas danificou infraestruturas de água, luz e saneamento, que terão que ser reparadas.

 

 

 

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