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“Mais vale prevenir do que remediar”: GNR reforça sensibilização contra burlas no distrito do Porto

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“Mais vale prevenir do que remediar” foi o princípio de uma campanha levada a cabo pelo Comando Territorial do Porto da Guarda Nacional Republicana (GNR) que colocou os militares na rua, numa ação de prevenção e combate ao crime de burla.

Num distrito onde só no primeiro semestre de 2026 foram registados 1.779 crimes de burla, com o mês de maio a fixar o pico máximo de ocorrências do período a GNR saiu à rua, para dar conselhos e ferramentas para identificar “sinais de alerta” a potenciais situações de burla e prevenir a sua concretização.

“Esta ação está a decorrer em todos os distritos, com o objetivo de alertar as pessoas e evitar que sejam cometidas burlas e roubos. Abordamos as pessoas no sentido de lhes dar pequenos conselhos que podem fazer toda a diferença”, referiu o Alferes Davide Chaves, do Destacamento Territorial de Felgueiras, que liderou a ação que decorreu no Jardim de Lousada.

Este tipo de crimes, “transversais a todas as zonas e idades”, têm como público alvo pessoas com idades compreendidas entre os 41 e os 64 anos. “Não é um crime exclusivo de pessoas idosas, mas transversal a todas as idades”, referiu o militar, explicando que apesar de todos os alertas que existem para este tipo de crimes, as pessoas não os conseguem evitar. “As pessoas devem ter em conta que nunca devem fornecer dados pessoais a desconhecidos, devem desconfiar sempre se alguém pretende uma determinada ação com pressa ou urgência e, em caso de dúvida, devem contactar a GNR porque um telefonema pode fazer toda a diferença”, acrescentou o Alferes.

Apesar de não haver um perfil traçado do criminoso, trata-se sempre de alguém “bem-vista, com boa aparência, bem-falante”. “E é um tipo de crime que tem como base um enredo e as pessoas devem desconfiar sempre”, concluiu, destacando a importância destas ações de proximidade. “Prevenir é melhor do que remediar”.

Rosa Vieira, tem 71 anos e foi uma das pessoas que recebeu o panfleto informativo e acolheu os concelhos da GNR. “Estou sempre de pé atrás. Nós agora temos muita informação, mas não quer dizer que não nos aconteça”, referiu, acrescentando que o melhor “é não ter ouro nem dinheiro em casa”. “Antigamente deixávamos as portas abertas e não entrava ninguém, nem ninguém tirava nem ia lá pôr nada”, frisou a mulher. “Mas tenho sempre medo”, concluiu.

Rosa Vieira

Também Cláudia Silva, de 47 anos, ouviu os conselhos e destacou a importância destas iniciativas. “E é importante que as forças de segurança circulem também pelas portas, visitem os idosos, conversem com eles”.

Para esta lousadense, o isolamento é um dos fatores que contribui para esta informação. “Eles ouvem as notícias, mas só ouvem aquilo que querem e nós é que temos que lhes explicar o que se está a passar verdadeiramente no nosso país”, rematou.

Cláudia Silva
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