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Governo quer reclusos na limpeza de matas para travar incêndios

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A nova Proposta de Lei de Política Criminal introduz o trabalho prisional como peça-chave na prevenção de fogos. O plano prevê ainda o uso de drones e o mapeamento prioritário de terrenos pelo ICNF.

A limpeza e manutenção das florestas portuguesas vai passar a contar com a mão-de-obra da população prisional. De acordo com a proposta de lei que define as prioridades da política criminal para o biénio 2025-2027, o Governo pretende que os reclusos participem ativamente em “atividades de utilidade pública”, com especial foco na prevenção de incêndios e na recuperação de áreas ardidas.

Reabilitação com utilidade pública

O diploma estabelece que a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) deverá articular com as prisões o desenvolvimento de programas de reinserção social que incluam:

Esta medida marca uma viragem na execução da política criminal. Embora o crime de incêndio florestal já fosse prioritário no biénio anterior, a nova proposta vai mais longe ao definir ações concretas no terreno para mitigar o abandono florestal.


Vigilância reforçada e tecnologia

Além do reforço humano, o Executivo aposta na modernização da fiscalização. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) terá a responsabilidade de liderar novas frentes tecnológicas e operacionais:

  1. Mapeamento Prioritário: Identificação rigorosa das áreas de maior risco para intervenções urgentes.

  2. Monitorização por Drones: Utilização de aeronaves não tripuladas para a deteção precoce de focos de incêndio e fiscalização de terrenos.

  3. Linhas de Denúncia: Criação de canais diretos para alerta de risco e sensibilização das populações.

O contexto: Um 2025 marcado pelas chamas

A urgência destas medidas surge após um ano de 2025 em que os incêndios de grande dimensão registaram um “aumento notável”. O Governo sublinha que a gestão florestal deixou de ser um “tema sazonal”, exigindo uma resposta contínua que envolva diferentes setores do Estado — da Justiça à Conservação da Natureza.

A proposta de lei será agora discutida na Assembleia da República, servindo de guião para a atuação das autoridades policiais e judiciárias nos próximos dois anos.

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