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Falsos inspetores da PJ condenados: Grupo que passou por Paredes e Penafiel apanha até 9 anos de prisão

Prisao
maxibroker

O coletivo de juízes do Tribunal de Guimarães não teve mãos largas: quatro dos cinco arguidos vão cumprir pena efetiva. O grupo simulava buscas domiciliárias para assaltar empresários, deixando um rasto de crimes no Vale do Sousa e outras zonas do Norte.

O Veredito

O esquema que semeou a desconfiança em relação às autoridades chegou ao fim esta sexta-feira no Tribunal de Guimarães. Os cinco homens que, entre junho e setembro de 2024, se fizeram passar por inspetores da Polícia Judiciária (PJ), foram condenados a penas que oscilam entre os dois anos e os nove anos e oito meses de prisão.

Para quatro dos arguidos, a prisão é efetiva. Apenas um viu a sua pena ser suspensa, numa decisão que a juíza presidente justificou pela elevada gravidade e multiplicidade dos crimes cometidos.


O “Modus Operandi” na região

O grupo atuou em distintas regiões, como Fafe, Barcelos e Santa Maria da Feira, Paredes e Penafiel. O plano era meticuloso e desenhado para evitar o confronto direto, preferindo o engano à violência:

“Isto não foi uma brincadeira, sobretudo para quem estava nas suas casas”, sublinhou a magistrada judicial, criticando a “leveza” com que os arguidos encararam o processo em tribunal.


Crimes Provados

O tribunal considerou provado que os arguidos “gizaram um plano” estruturado, resultando na condenação por:

  1. Burla qualificada

  2. Falsificação de documentos

  3. Usurpação de funções

  4. Sequestro (pelo tempo em que as vítimas eram retidas em casa durante as falsas buscas)

Instituição “PJ” em causa

Um dos pontos mais vincados na sentença foi o dano reputacional causado à Polícia Judiciária. A juíza salientou que a utilização do nome da força policial é um ataque a uma “instituição em que as pessoas deviam confiar e não desconfiar”.

Apesar de não ter havido recurso à violência física ou ameaças diretas, o tribunal entendeu que a invasão da privacidade e o abuso da autoridade simulada justificavam a severidade das penas aplicadas.

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