O Pavilhão Dr. Salvador Machado foi palco, esta tarde, de uma partida onde o equilíbrio estratégico dominou o tempo de jogo, mas a eficácia ditou a lei do resultado. A UD Oliveirense acabou por levar a melhor sobre a Juventude Pacense (3-2), num encontro intenso onde o pragmatismo da casa se sobrepôs à audácia e ao volume ofensivo da formação de Paços de Ferreira.
A paciência como virtude
A primeira parte revelou uma Juventude Pacense mais acutilante e com maior pendor ofensivo, acumulando um número superior de oportunidades de golo. Contudo, o hóquei em patins é um jogo de eficácia, e essa qualidade foi um atributo exclusivo da Oliveirense. Aos 19:23, Lucas Martinez, num rasgo individual de pura classe, desbloqueou o marcador, garantindo uma vantagem mínima que se revelou preciosa na ida para os balneários.
O balanço do primeiro tempo trouxe, porém, uma nota de preocupação: a lesão de Zé Miguel, que forçou uma saída prematura da partida, obrigando a uma gestão de esforço forçada e limitando o leque de opções táticas da equipa de Hugo Azevedo.
Uma segunda parte de antologia
Se o primeiro tempo foi pautado pela cautela, o segundo trouxe uma disputa frenética. A Oliveirense entrou determinada a sentenciar o jogo e, aos 19:27, Bruno Di Benedetto elevou a contagem para 2-0. Parecia o golpe de misericórdia, mas a Juventude Pacense, apoiada por uma massa adepta incansável, recusou baixar os braços.
A reação foi imediata e eficaz. Joca Guimarães, aos 15:29, assinou uma jogada individual de grande nível, reduzindo a desvantagem. Galvanizados, os pacenses intensificaram a pressão e chegaram ao empate por Zé Cancela (10:46), num momento de superioridade anímica dos pacenses. A reviravolta esteve a milímetros, mas o poste, num remate infeliz de Filipe Flórido, negou o que parecia ser a consumação de uma grande remontada.
O detalhe que separa a vitória da frustração
Com o jogo a entrar na fase decisiva, a experiência da Oliveirense veio ao de cima. Aos cinco minutos do fim, Platero, a concluir uma insistência na área, repôs a vantagem da equipa da casa (3-2). Logo de seguida, na sequência da 10.ª falta pacense, o guardião Gabriel Costa brilhou ao defender um livre direto de João Souto, mantendo a chama acesa.
No desespero final, o treinador Hugo Azevedo apostou tudo no “5×4”. A estratégia quase encontrou a recompensa no último segundo, mas, numa crueldade do destino, Joca Guimarães viu a bola embater novamente no ferro.
A Oliveirense triunfa e consolida a sua posição, enquanto a Juventude Pacense sai de Oliveira de Azeméis com a cabeça erguida, consciente de que, perante um adversário de alto calibre, apenas a falta de sorte a separou de um resultado mais justo.
