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Do Grão à Luz: Candeeiro de resíduos de café vence prémio de design na inPROJECTA

ArquiteturaCafe

O candeeiro “Matter”, de Ana Lima, utiliza como matéria-prima um subproduto volátil da torrefação do café

A designer Ana Lima conquistou o júri com a luminária “Matter”, feita a partir de “pele de prata”. No rescaldo do evento, a Animóvel, de Paços de Ferreira, destaca a força do mercado nacional e do setor da arquitetura.

O setor do mobiliário e design de interiores em Portugal está a provar que o futuro é circular. Na última edição da inPROJECTA, na Exponor, o grande destaque foi para a sustentabilidade aplicada, com a atribuição do primeiro prémio da Creative Call à designer Ana Lima. A sua criação, o candeeiro “Matter”, utiliza como matéria-prima a “pele de prata” — um subproduto volátil da torrefação do café — provando que o desperdício industrial pode ser transformado em objetos de elevado valor estético.

“Matter”: A luz que nasce do café e da cortiça

O projeto vencedor não se limita à estética; é uma solução técnica para um problema ambiental. Mundialmente, a indústria do café gera cerca de 400 mil toneladas de pele de prata, um resíduo fino que protege o grão e que, até agora, tinha pouco valor comercial.


Animóvel (Paços de Ferreira) reforça aposta no mercado de projeto

Se o design de Ana Lima brilhou na criatividade, a Animóvel, empresa de Paços de Ferreira com quase 70 anos de percurso na madeira, deu voz à solidez do setor produtivo. Em balanço à feira, a empresa confirmou a vitalidade de um segmento que tem crescido de forma sustentada.

Segundo Dualda Machado, representante da Animóvel, a participação na inPROJECTA permitiu validar uma tendência de mercado clara: a relevância crescente dos gabinetes de arquitetura e de projeto.

“Há um mercado nacional muito significativo, inclusive novo — na área de projeto e arquitetura —, e potencial relevante para explorar”, afirma Dualda Machado.

A empresa registou um volume considerável de encomendas durante os três dias do certame, destacando a diversidade do perfil dos clientes, tanto nacionais como internacionais, o que reforça a posição de Paços de Ferreira como a “Capital do Móvel” e um hub essencial para a exportação e design de autor.


Outros destaques do certame

O pódio da criatividade ficou completo com o banco “Wabi”, do designer Rúben Silva (Valongo). A peça, que conquistou o 2.º lugar, é um tributo à marcenaria tradicional, utilizando madeira de acácia negra e burel, sob a filosofia japonesa de valorização da imperfeição natural.

Com o sucesso desta edição, que reuniu empresas como a ARC, Maialamp e Newspace, a organização já confirmou o regresso da inPROJECTA à Feira Internacional do Porto para 2027.

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