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Defesa de Adriano Quintanilha pede que Nuno Ribeiro e antigos ciclistas não testemunhem no julgamento do alegado código de conduta falso

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Adriano Quintanilha liderava a equipa de ciclismo W52

A defesa de Adriano Quintanilha requereu esta sexta-feira, no Tribunal Local de Felgueiras, que Nuno Ribeiro e 10 antigos ciclistas da extinta equipa W52-FC Porto não prestem depoimento como testemunhas no julgamento relacionado com o alegado código de conduta criado para atestar que o empresário e a Associação Calvário Várzea, da qual era presidente, desconheciam o esquema de doping investigado no processo Prova Limpa.

Segundo o requerimento apresentado pelo advogado de Quintanilha, e subscrito pelas defensoras do inspetor da Polícia Judiciária também arguido neste processo e da Associação Calvário Várzea, as 11 testemunhas indicadas pelo Ministério Público são igualmente arguidas no processo Prova Limpa, que ainda não transitou em julgado.

Entre os visados estão o antigo diretor desportivo Nuno Ribeiro e os ex-ciclistas Ricardo Mestre, João Rodrigues, Samuel Caldeira, Rui Vinhas, Ricardo Vilela, José Neves, Daniel Mestre, Jorge Magalhães, José Gonçalves e Joni Brandão.

A defesa sustenta que os dois processos estão ligados e que, nos termos da lei, os coarguidos em processos relacionados não podem depor como testemunhas enquanto mantiverem essa condição.

Perante o pedido, o juiz determinou a interrupção do julgamento para solicitar documentação que comprove formalmente que aqueles intervenientes são efetivamente coarguidos no processo Prova Limpa e que este continua pendente de decisão definitiva.

Esta sexta-feira, no arranque do julgamento, Adriano Quintanilha e o inspetor da PJ não quiseram prestar declarações e na sessão da tarde ia ser ouvido como testemunha Nuno Ribeiro, o que acabou por não se concretizar devido ao requerimento efetuado. A continuação do julgamento ficou agendada para as 14h00 de 26 de outubro.

Neste processo, o Ministério Público acusa Adriano Quintanilha, um inspetor da Polícia Judiciária e a Associação Calvário Várzea de terem alegadamente concebido um código de conduta falso destinado a demonstrar que o empresário e a associação desconheciam o esquema de doping investigado na antiga equipa W52-FC Porto.

O caso surge numa altura em que o processo Prova Limpa aguarda reabertura em primeira instância. Em setembro deste ano, o Tribunal da Relação do Porto ordenou a repetição parcial do julgamento, considerando ilegal a utilização, como prova, das declarações prestadas por Nuno Ribeiro através da leitura de um documento previamente elaborado.

No primeiro acórdão do processo Prova Limpa, proferido em dezembro de 2025 pelo Tribunal de Penafiel, Adriano Quintanilha e Nuno Ribeiro foram condenados a penas efetivas de quatro anos e nove meses de prisão, enquanto vários ex-ciclistas receberam penas suspensas por crimes relacionados com tráfico de substâncias e métodos proibidos.

 

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