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Comprar casa a 30 minutos do Porto garante poupança média de 60 mil euros

Casas Final

Preço médio dos apartamentos nos concelhos vizinhos fixa-se nos 365.900 euros, face aos 425.000 euros exigidos no Porto

Academia Pro. Albino de Matos

Procurar habitação nos concelhos limítrofes, a cerca de meia hora de distância dos grandes centros urbanos, continua a afirmar-se como uma estratégia eficaz para mitigar a pressão imobiliária. Segundo os dados mais recentes divulgados hoje pelo portal Imovirtual, o Grande Porto apresenta um diferencial de preços bastante atrativo: o preço médio dos apartamentos nos concelhos vizinhos fixa-se nos 365.900 euros, face aos 425.000 euros exigidos na Invicta. Trata-se de uma poupança média de 59.100 euros para as famílias que aceitem alargar o seu raio de procura.

Na área de influência da capital nortenha, o mercado imobiliário periférico oferece soluções mais económicas sem isolar os residentes da dinâmica do principal centro urbano. Entre as opções mais acessíveis na região destacam-se os concelhos de Felgueiras, com um preço médio fixado nos 265.000 euros, e Paredes, logo a seguir, com uma média de 270.000 euros. Para quem procura uma proximidade maior ao núcleo central e à rede de transportes, Gondomar surge como uma alternativa competitiva, com um preço médio de 298.000 euros.

Dinâmica de ajustamento e valorização no Norte

Apesar da atratividade dos preços na periferia do Porto, o mercado demonstra estar em plena mutação. Os dados apontam para uma ligeira correção nos valores médios dos apartamentos nos concelhos analisados da região do Porto, registando um recuo de 5,0% face ao ano anterior.

Esta tendência de estabilização na Invicta contrasta fortemente com o comportamento de outros distritos vizinhos na região Norte e Centro. Viseu, por exemplo, registou uma valorização acentuada de +14,7% (fixando a periferia nos 195.000 € face aos 345.000 € da capital), enquanto o distrito de Braga viu os preços médios subirem +10,2% no mesmo período.

“Os dados revelam que, em muitas regiões do país, é possível encontrar diferenças muito significativas de preço a poucos quilómetros de distância”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual. “Para muitas famílias, alargar ligeiramente o raio de procura pode representar poupanças muito relevantes, sem abdicar da proximidade aos principais centros urbanos.”

O panorama nacional: Lisboa e Viseu com os maiores fossos

Olhando para o resto do país, a maior assimetria absoluta de preços verifica-se na região de Lisboa. Enquanto o preço médio de um apartamento na capital se situa nos 685.000 euros, os concelhos localizados a cerca de 30 minutos apresentam um valor médio de 425.000 euros — uma diferença expressiva de 260.000 euros (-38,0%). Alenquer (275.000 €) e Sintra (310.000 €) são os principais refúgios de poupança na região alfacinha.

Já em termos relativos (percentuais), o maior fosso do país pertence a Viseu, onde viver na periferia custa menos 43,5% do que na cidade capital, seguido por Aveiro com uma diferença de -39,3% (onde o preço desce de 460.000 € para 279.000 € nos concelhos vizinhos como Murtosa e Arouca).

Resumo dos Dados Regionais (Preço Médio de Apartamentos)

Região / Distrito Preço na Capital Preço na Periferia (~30 min) Diferença Absoluta Diferença Percentual
Porto 425.000 € 365.900 € -59.100 € -13,9%
Lisboa 685.000 € 425.000 € -260.000 € -38,0%
Aveiro 460.000 € 279.000 € -181.000 € -39,3%
Viseu 345.000 € 195.000 € -150.000 € -43,5%
Setúbal 336.000 € 360.000 € +24.000 € +7,1%
Leiria 320.000 € 330.000 € +10.000 € +3,1%

Fonte: Dados de mercado Imovirtual (Junho 2026)

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