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Centro Cultural de Paredes assinala dois anos com programação multidisciplinar em outubro

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O Centro Cultural de Paredes (CCP) assinala este mês de outubro o seu segundo aniversário com uma agenda artística multidisciplinar. O cartaz congrega no mesmo mês propostas de música eletrónica, música antiga, dança contemporânea, fado, teatro, criação para a infância e iniciativas do Serviço Educativo dirigidas à comunidade escolar.

O programa abre a 3 de outubro, no Grande Auditório, com o projeto MXGPU, fruto da colaboração entre Moullinex (Luís Clara Gomes) e GPU Panic (Guilherme Tomé Ribeiro). O duo apresenta um espetáculo de música eletrónica construído em formato 360º, assentando numa estrutura triangular desenhada para aproximar intérpretes e público e esbater os limites entre palco e plateia.

Da música antiga ao fado de Coimbra

Na semana seguinte, a 10 de outubro, a oferta musical recua vários séculos com a presença de Os Músicos do Tejo. O grupo apresenta Esta Vida Trabalhosa, um percurso pela música portuguesa dos séculos XVI e XVII no contexto ibérico, cruzando villancicos, romances e peças instrumentais com declamação de textos e encenação.

A 18 de outubro, o registo musical prossegue com os D’Anto – Fado de Coimbra. O ensemble, constituído por jovens músicos e estudantes da cidade universitária e vencedor do programa The Voice Gerações, apresenta um repertório que combina as tradicionais baladas de despedida a composições originais.

Dimensão internacional na dança e na música do mundo

A dança contemporânea assume centralidade a 17 de outubro com Together To Get There, criação e interpretação a duas mãos por Akira Yoshida e Lali Ayguadé. A peça explora as dinâmicas físicas e emocionais do encontro entre dois corpos, focando-se em temas como o equilíbrio, a vulnerabilidade e o apoio mútuo.

O encerramento do mês, a 31 de outubro, traz a estreia em Paredes da cantora, compositora e ativista brasileira Bia Ferreira. A artista apresenta Amefrica, um projeto focado na herança e na identidade da diáspora africana que estabelece pontes entre o Brasil, a América Latina, as Caraíbas e o continente africano através de temas ligados à resistência, direitos humanos e igualdade.

Teatro e celebração do edifício

O teatro chega ao palco do CCP a 24 de outubro com a comédia dramática Arte, da dramaturga francesa Yasmina Reza. Com encenação de António Pires e interpretação de Cristóvão Campos, Nuno Lopes e Rui Melo (numa produção da Força de Produção), a peça parte da aquisição de um quadro abstrato por um dos intervenientes para desencadear um debate sobre a amizade, o ego e a subjetividade.

A 26 de outubro, data exata do segundo aniversário do CCP, o próprio edifício converte-se em matéria artística. A companhia Astro Fingido apresenta Shiuuu, estás a ouvir? – Uma Visita Encenada, uma proposta imersiva baseada num jogo de mistério que convida o público a percorrer bastidores, camarins, corredores e a zona Arena do equipamento.

Serviço educativo estende-se às escolas

A oferta para as famílias inclui, a 11 de outubro, o espetáculo O Nabo Gigante, pela companhia Partículas Elementares, destinado a crianças a partir dos três anos.

No âmbito do Serviço Educativo, a 21 de outubro, a criadora Lígia Soares apresenta a peça Namoro, em sessões exclusivas para o público escolar, divididas entre o Centro Cultural e vários estabelecimentos de ensino do município de Paredes.

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