A seleção brasileira feminina sagrou-se bicampeã mundial universitária, repetindo o feito alcançado há dois anos em Xangai. Portugal, que tinha conquistado o troféu há quatro anos em Guimarães, não conseguiu travar a eficácia canarinha na segunda parte.
Equilíbrio desfeito na segunda parte
A primeira metade do encontro foi pautada pelo equilíbrio tático e pelo rigor defensivo de ambas as equipas, traduzindo-se num nulo (0-0) recolhimento aos balneários.
Contudo, a história do jogo mudou drasticamente no reatamento. No início da segunda parte, o Brasil entrou com uma eficácia avassaladora e marcou dois golos de rajada, obrigando a formação lusa a correr atrás de um prejuízo duplo.
Reação lusa e o risco do “cinco para quatro”
Portugal tentou reagir à desvantagem, com Inês Couto a ajudar na procura de diminuição da desvantagem e a remar contra a maré de controle brasileiro que se instalou na quadra.
Já na reta final do encontro, e numa tentativa legítima de inverter o rumo dos acontecimentos, a equipa portuguesa arriscou tudo ao abdicar da guarda-redes para jogar em superioridade numérica (“cinco para quatro”). A estratégia acabou por ditar o resultado final, com um autogolo infeliz a fixar o marcador em 3-0 a favor das brasileiras.
Com este triunfo, o Brasil mantém a hegemonia no futsal universitário feminino, sucedendo a Portugal no histórico recente de títulos, depois de as lusas terem levantado o troféu há quatro anos, em Guimarães.

