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Ambisousa aposta na Falcoaria para controlar gaivotas nos aterros de Lousada e Penafiel

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A Ambisousa – Empresa Intermunicipal de Tratamento e Gestão de Resíduos Sólidos, que serve os municípios do Vale do Sousa, lançou um concurso público para a contratação de serviços de falcoaria. O objetivo é o controlo das populações de gaivotas nos aterros sanitários de Penafiel e de Lustosa (Lousada).

De acordo com o anúncio de procedimento n.º 2659/2026, publicado em Diário da República, o preço base do concurso fixa-se nos 180 mil euros. O contrato tem um prazo de execução inicial de um ano, mas a entidade adjudicante prevê a possibilidade de até duas renovações, o que poderá estender a prestação do serviço por um período total de três anos.

Um método biológico e eficaz

A utilização de falcoaria em contextos industriais e de gestão de resíduos é uma prática comum para mitigar os impactos ambientais e de saúde pública causados pela concentração excessiva de aves necrófagas e oportunistas. As gaivotas, em particular, são atraídas pela abundância de alimento nos aterros, o que pode resultar na dispersão de resíduos, contaminação de águas e riscos para a segurança aérea em zonas limítrofes.

Ao contrário de métodos químicos ou mecânicos, a falcoaria baseia-se no instinto natural de predador-presa. A presença de aves de rapina adestradas — como falcões ou gaviões — cria uma “zona de insegurança” para as gaivotas, obrigando-as a abandonar o local sem a necessidade de abate, sendo considerado um método de baixo impacto ambiental.

A Ambisousa, liderada pelo Diretor Geral Antonino de Sousa, é a entidade responsável pela gestão do sistema intermunicipal de resíduos de seis municípios: Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel.

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