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Silêncio ambiental e interno

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ISCE Douro 2026

No dia 7 de maio, comemora-se o Dia Mundial do Silêncio. Este dia visa, principalmente, chamar a atenção para os ruídos da nossa civilização e suas consequências para a nossa saúde. Desde o ambiente urbano (nomeadamente noturno), ao ambiente de trabalho passando até pelo ambiente de lazer, inúmeros sons (agradáveis ou não), de maior ou menor altura, intensidade ou duração, interagem connosco. O cumprimento apropriado da legislação de ruído (ambiental, laboral,…) será o mínimo exigido! Curiosamente, para a mesma intensidade nem sempre sentimos o mesmo incómodo. Imaginem ouvir a vossa música preferida com “phones”, que facilmente superam os 100 dB(A) quando colocam o som no máximo,  e ouvir um martelo pneumático!  A agradabilidade é totalmente distinta, mas os efeitos fisiológicos auditivos poderão ser semelhantes! A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que até 2050, cerca de 2.5 mil milhões de jovens poderão ter algum grau de perda auditiva! Por sua vez, nem sempre é a intensidade que causa perturbação e cansaço mental! É o próprio ruído do ar condicionado, do exaustor, dos computadores no local de trabalho, etc, que assumimos como ruído base, mas que, só quando deixamos esses locais, nos apercebemos do enorme alívio que sentimos! Será pois interessante “calibrar” os nossos ouvidos em ambiente natural, inclusive noturno e recuperar (quando reversível) dos efeitos fisiológicos auditivos! E já sabe, se a intensidade sonora exterior não é passível de diminuir, pela sua saúde, utilize proteção individual auditiva! Um dano auditivo irreversível, em jovens compromete a sua aprendizagem e o desenvolvimento da linguagem, em adultos diminui a produtividade e a sua socialização e, finalmente,  em idosos potencia o declínio cognitivo e agrava situações de demência! Em caso de dúvidas sobre a sua capacidade auditiva, nada como fazer um exame audiométrico!

Extrapolando o significado deste dia e referida a importância do silêncio externo, vamos agora, abordar o silêncio interno! Já o psicólogo e  filósofo William James nos dizia que “o exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra”. Ou seja, o uso da palavra está tão automatizado que surge frequentemente de forma impulsiva e reativa. A prática do silêncio raramente é equacionada! Deixamo-nos levar na “onda” da irritação dos outros! Dessa forma, não tomamos consciência nem do conteúdo e intenção da mensagem e muito menos dos possíveis resultados no outro (emoções, pensamentos e ações negativas). Mas, não só o silêncio (que tal contar de dez a zero), serve como estratégia para agir conscientemente e não reagir! Serve também para reduzir o “ruído mental” da nossa mente! Não são só os ouvidos que têm de ser “calibrados”, também a nossa mente. Encontrar o silêncio “neuronal” através da meditação, atenção plena, etc, é igualmente essencial para manter o seu bem-estar físico, mental, social e espiritual.

O Coaching, como ferramenta que promove reflexões profundas e conscientes, leva-o a tomar as melhores práticas para minimizar o efeito dos ruídos externos e, principalmente, potenciar o silêncio interno positivo!

Através da Prática do Coaching, faça uma avaliação da “qualidade de vida” da sua Vida! Encontre silêncios cheios de sabedoria e não vazios existenciais, destrutivos!

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