O regresso dos mais de 100 moradores ao prédio da Urbanização do Sistelo, pode demorar seis meses, depois de um incêndio que deflagrou, na noite do passado dia 7, na garagem do prédio, que destruiu 32 viaturas e obrigou à retirada de todas as pessoas que ali habitavam.
Após uma primeira avaliação, verificou-se que o fogo e as elevadas temperaturas fizeram com que a laje do prédio cedesse cinco centímetros, sendo necessária uma intervenção para reforçar a segurança do prédio.
Segundo um dos elementos da administração do condomínio, o levantamento desses danos está a ser feito por engenheiros especializados da Faculdade de Engenharia do Porto. “E depois é muita burocracia, entre seguros, levantamentos, serviços de água, luz e saneamento e a nossa previsão é que isso possa demorar até seis meses”.
Segundo este responsável, todos os moradores estão alojados, a maioria em casa de familiares e “três ou quatro apoiados pela autarquia”, mas depois, surgirão outros problemas, associados aos custos de reparação. “É muita gente e isto vai envolver muito dinheiro, vai ser muito complicado e todas as ajudas serão bem vindas porque vão haver famílias que não terão capacidade financeira para fazer face aos custos de reparação, ou pelo menos para adiantar o valor até serem ressarcidos pelas seguradoras”, concluiu.
