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PSD de Paços de Ferreira acusa executivo socialista de falta de estratégia e pede maior transparência nas contas municipais

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Miguel Pereira, o presidente da Comissão Política do PSD de Paços de Ferreira

O PSD de Paços de Ferreira fez um balanço do primeiro ano do atual mandato autárquico e dos primeiros oito meses da nova Comissão Política concelhia, criticando aquilo que considera ser a ausência de uma estratégia para o desenvolvimento do concelho e defendendo uma maior transparência relativamente à situação financeira do Município.

Em comunicado divulgado a 16 de outubro, os sociais-democratas sustentam que, um ano após a tomada de posse do executivo socialista liderado pelo novo presidente da Câmara, continuam por identificar “prioridades estratégicas, planeamento de médio e longo prazo e uma visão capaz de mobilizar empresas, instituições, freguesias e população”.

Segundo o PSD, a governação municipal tem-se centrado sobretudo na gestão de projetos já planeados ou em execução, faltando uma estratégia económica que promova a competitividade da indústria local, atraia investimento, gere emprego qualificado e ofereça melhores perspetivas para os jovens do concelho.

No mesmo documento, o partido manifesta preocupações com a situação financeira da autarquia, apontando a condenação do Município ao pagamento de cerca de 10 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos, a referência a cinco milhões de euros em financiamento comunitário associados à ETAR e o aumento do número de trabalhadores da esfera municipal ao longo dos últimos anos. O PSD considera que estes fatores exigem informação “rigorosa, atualizada e transparente” sobre as contas municipais.

A estrutura local do partido sublinha, contudo, que pretende exercer uma oposição “firme, responsável e construtiva”, destacando iniciativas realizadas nos últimos meses, como os projetos “A Tua Voz Conta” e “Tour pelas Freguesias”, destinados a reforçar o contacto com a população e com os autarcas locais.

O PSD recorda ainda várias intervenções efetuadas nos órgãos municipais, nomeadamente em matérias relacionadas com mobilidade, habitação, associativismo e apoio às freguesias. Entre as propostas apresentadas, destaca a recomendação para a criação de um polo de serviços no antigo Centro de Saúde, o apoio às coletividades e a valorização das associações desportivas certificadas como entidades formadoras.

No comunicado, os sociais-democratas reafirmam a defesa de uma maior autonomia para as juntas de freguesia, independentemente da sua orientação política, considerando que uma delegação mais ampla de competências permitirá uma resposta mais eficaz aos problemas das populações.

A concluir, o PSD defende que Paços de Ferreira necessita de “mais ambição e menos imobilismo”, reiterando a intenção de continuar a fiscalizar a ação do executivo municipal e a apresentar alternativas para o desenvolvimento do concelho.

 

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