Só 4,9% dos portugueses consideram que o distanciamento social vai ser cumprido nas escolas, sendo que mais de um em cada cinco não concorda com este regresso ao ensino presencial. Estas são algumas das conclusões do estudo da agência de pesquisa Multidados e Guess What.

As mil respostas ao inquérito online analisadas indicam que, contudo, apenas 3,9% dos portugueses não vão enviar os seus filhos para a escola durante este mês.

De um modo geral, existe “um otimismo significativo” quanto à probabilidade de as aulas serem lecionadas presencialmente até ao final do ano escolar, sendo que a média de respostas é de 6,8 (numa escala até 10). “No entanto, caso as aulas sejam interrompidas, 42,8% dos portugueses assumem que se sentem pouco preparados para voltar a ter os seus filhos em casa”, revela o estudo.

Relativamente ao distanciamento social recomendado de 1,5/2 metros, apenas 4,9% dos inquiridos acreditam será cumprido, sendo que a grande maioria não concorda com a medida (79,3%). Mas, são ainda menos os que apoiam o facto de cada grupo dever estar restrito a uma zona da escola, 12,9%.

Inquiridos querem que teletrabalho faça parte da sua atividade profissional

“Os resultados divergem quanto à situação profissional dos inquiridos”, apontam as duas agências encarregues pelo estudo, divulgado esta quinta-feira.

Se 20,9% dos inquiridos afirmam que mantiveram as mesmas condições que tinham antes da pandemia, já 20,0% esteve em teletrabalho, mas já voltou ao escritório e, em 2,6% dos casos, a sua empresa esteve fechada.

E, durante a pandemia, o teletrabalho tem conquistado terreno, sendo que 34,5% dos inquiridos revelam que gostariam que esse modelo de trabalho passasse a fazer parte da sua atividade profissional e 9,7% gostaria de trabalhar, na totalidade, em teletrabalho.

“Em média, e numa escala de 0 (nada produtivo) a 10 (completamente produtivo), os portugueses classificam o seu desempenho em teletrabalho como produtivo (7,69), bem como a produtividade da organização neste formato (6,38)”, aponta o estudo.

Férias de 79,7% dos portugueses foram “diferentes do habitual”

O estudo também avaliou os impactos da pandemia de Covid-19 nas férias dos portugueses, sendo que quase 80% afirmaram que vivenciaram “uma estadia diferente do habitual”, em 46,7% dos casos devido à pandemia.

Do total, 63,9% afirmam ter passado as suas férias em território nacional, enquanto 4,4% dos inquiridos gozaram do seu período de descanso no estrangeiro e 16,4% na sua residência.

Dos portugueses que passaram as férias em Portugal, a região do Algarve foi a preferida (28,0%), seguindo-se os distritos de Lisboa (7,4%) e Aveiro (6,7%). 27,1% dos inquiridos passaram as suas férias em casa de férias própria ou de familiares, enquanto 23,6% optou por casa de férias alugada e 17,4% por hotel.