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Penafiel cria habitação colaborativa, num investimento de 2.7 milhões de euros

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ISCE Douro 2026

Iniciativa inovadora, promovida pela Conferência Vicentina de Nossa Senhora do Rosário, alia privacidade, autonomia e espírito comunitário no concelho.

O concelho de Penafiel vai ter uma das respostas sociais mais inovadoras da região, com a criação de Habitação Colaborativa e Comunitária, um projeto de 2.7 milhões de euros, que vai redefinir o paradigma do envelhecimento e do apoio social.

Promovida pela Conferência Vicentina de Nossa Senhora do Rosário de Penafiel, a Habitação Colaborativa e Comunitária oferece um modelo que combina habitação acessível, autonomia individual e combate ao isolamento, propondo uma nova forma de viver: cada residente mantém a sua privacidade e autonomia, mas integra uma comunidade de proximidade baseada na partilha, na participação e na entreajuda.

Destinado à população sénior, que procura envelhecer num ambiente seguro e acompanhado, mas também pessoas e famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social e económica, o empreendimento está a ser construído junto ao Pavilhão Municipal Fernanda Ribeiro – num terreno legado por um mecenas à Conferência há mais de 60 anos – e terá 13 apartamentos, de tipologia T1 e T2, com capacidade para acolher 40 pessoas. Os moradores serão referenciados pela Segurança Social e pela Conferência e o regulamento que vai permitir o acesso às casas deverá ser definido até ao final do ano.

Com um investimento de 2.7 milhões de euros – financiado em 60% pelo Plano de Recuperação e Resiliência e o resto componente privada, suportada pela Conferência, mecenas e particulares -, o projeto deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2027.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, este investimento vai muito além da criação de infraestruturas físicas. “Este projeto representa muito mais do que a construção de um novo equipamento social. É uma resposta inovadora a dois dos grandes desafios da nossa sociedade: o acesso à habitação e o envelhecimento da população”, sublinha o autarca.

Pedro Cepeda destaca ainda que o modelo se diferencia por “promover a autonomia, combater o isolamento e criar verdadeiras comunidades de proximidade, onde as pessoas podem viver com dignidade, segurança, qualidade de vida e um verdadeiro sentimento de pertença à comunidade”.

 

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