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Penafiel apresenta novo Centro Operacional da Proteção Civil com investimento superior a meio milhão de euros

centro operacional

O autarca Pedro Cepeda apresentou o projeto

O Município de Penafiel apresentou esta terça-feira o projeto do novo Centro Operacional da Proteção Civil, uma infraestrutura que representa um investimento superior a meio milhão de euros e que pretende reforçar a capacidade de prevenção, coordenação e resposta do concelho perante situações de emergência. A cerimónia contou com a presença do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Durante a apresentação, o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, destacou que o novo equipamento resulta da prioridade atribuída à segurança e à proteção das populações, sublinhando que a resposta eficaz a situações de emergência “começa muito antes de alguém precisar de ajuda”, através do conhecimento do território, da preparação das equipas, da qualidade das comunicações e da articulação entre instituições.

O autarca lembrou os diversos riscos a que o concelho está sujeito, desde os incêndios rurais às cheias e fenómenos meteorológicos extremos, passando pela importância estratégica das principais vias rodoviárias e do Hospital Padre Américo, que serve cerca de meio milhão de habitantes. “A capacidade de resposta municipal é decisiva. É no território que se identificam as primeiras necessidades e onde as consequências de cada decisão se fazem sentir em primeira instância”, afirmou.

Pedro Cepeda aproveitou ainda para enaltecer o papel dos Bombeiros Voluntários, da Guarda Nacional Republicana e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, defendendo que o investimento nas corporações de bombeiros é também “um investimento na capacidade do país de proteger as suas populações”.

O novo Centro Operacional ficará instalado num edifício municipal atualmente devoluto, que será requalificado para acolher os serviços municipais de proteção civil e o futuro Centro de Inteligência Urbana. A infraestrutura incluirá sala de operações, espaços de monitorização, sala de crise, sistemas de comunicação, autonomia energética e condições para o acolhimento temporário de pessoas afetadas por emergências.

Durante a cerimónia, o presidente da autarquia anunciou ainda que irá propor a criação do Conselho Municipal de Segurança, um órgão que pretende reunir regularmente as entidades relevantes para identificar problemas, prevenir riscos e reforçar a coordenação das respostas no concelho.

“Ninguém consegue nada sozinho”, assegurou Luís Neves, ministro da Administração Interna

Luís Neves, ministro da Administração Interna, marcou presença na apresentação do projeto

Luís Neves, o ministro da Administração Interna, assistiu à apresentação do projeto e elogiou a visão estratégica do município, considerando que falar de proteção civil é, acima de tudo, falar de “antecipação e prevenção”.

“O que aqui foi anunciado é preparação, proatividade e capacidade de antecipar problemas antes de eles acontecerem”, afirmou o governante, defendendo que os desafios atuais exigem uma mudança de paradigma na forma como as instituições encaram a gestão dos riscos.

Luís Neves salientou ainda a importância do trabalho colaborativo entre todas as entidades com responsabilidades na proteção das populações, destacando que “ninguém consegue nada sozinho”. Para o ministro, o sucesso na prevenção e na resposta a situações de emergência depende da articulação entre municípios, forças de segurança, bombeiros, proteção civil e demais organismos públicos.

O governante alertou também para a crescente frequência e intensidade de fenómenos extremos, defendendo a necessidade de investir no planeamento, no treino e na preparação dos territórios. “Se não estivermos preparados na antecipação, no treino e no planeamento, estaremos menos capazes de proteger os nossos cidadãos, sobretudo os mais vulneráveis”, referiu.

No final, Luís Neves considerou que o novo Centro Operacional da Proteção Civil permitirá reforçar a capacidade de resposta de Penafiel e da região, contribuindo para uma maior articulação entre entidades e para a proteção das pessoas e dos seus bens.

 

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