A Obra Social e Cultural Sílvia Cardoso assinalou este domingo, 26 de julho, o 144º aniversário de nascimento da sua fundadora, evocando com “profunda gratidão” a visão e o espírito solidário de Dona Sílvia.
Numa mensagem pública dirigida à comunidade, a instituição de Paços de Ferreira sublinhou que a memória daqueles que se dedicaram ao bem comum “nunca se apaga”, destacando que o legado da benemérita “permanece vivo em cada criança, jovem, adulto e idoso” apoiado diariamente, bem como no trabalho de todos os colaboradores que servem a missão fundada nos valores cristãos.
Uma vida dedicada à ação social
Sílvia Cardoso Ferreira da Silva (1882–1950), conhecida como Dona Sílvia, é considerada uma das figuras mais marcantes da ação social em Portugal. A sua entrega ao apoio de doentes, idosos e famílias vulneráveis impulsionou momentos chave na região, como a abertura do Hospital Municipal de Paços de Ferreira, em 1918, e a criação do Asilo-Creche de S. António, em 1921 — estrutura que deu origem à atual Obra Social e Cultural.
Além de Paços de Ferreira, a sua intervenção caritativa estendeu-se a concelhos como Penafiel, Espinho, Porto, Barcelos e Paredes. Testemunha do “Milagre do Sol” em Fátima (1917), viu o seu trabalho humanitário e virtudes heroicas serem reconhecidos pela Igreja Católica em 2013, quando o Papa Francisco lhe atribuiu o título de Venerável.
Concerto de homenagem em Paços de Ferreira
A celebração da data incluiu também uma iniciativa cultural dinamizada pela Fundação Canónica Sílvia Cardoso. Na noite de ontem, sábado, o espaço defronte ao Museu Municipal / Museu do Móvel acolheu um Concerto Comemorativo.
O evento reuniu em palco o Orfeão de Paços de Ferreira, o Coral de Letras da Universidade do Porto e os Orfeões da Feira, Ermesinde e Braga, e a população em homenagem à memória da fundadora.
Sílvia Cardoso faleceu a 2 de novembro de 1950, mas a sua presença, como recorda a instituição, continua a inspirar o trabalho diário de cuidado e dignidade humana.

