O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, condecorou 20 militares dos três ramos das Forças Armadas (Exército, Força Aérea e Marinha) com a Medalha da Defesa Nacional pelos seus feitos durante a pandemia.

Entre os vários condecorados no Estado-Maior-General das Forças Armadas estava Pedro Matos, primeiro-cabo da Força Aérea, até junho colocado na Estação de Radar nº2, em Paços de Ferreira, que reparou material informático para doar a crianças carenciadas que não tenham acesso a computadores.

“À primeira instância não acreditei. Tive que ler de novo um papel digitalizado que afinal era a nomeação para a entrega da medalha! Dei pulos de alegria, liguei logo para a minha mãe e logo desatámos os dois a chorar de alegria”, disse o jovem.

Ainda que a ideia já estivesse na sua mente há algum tempo, foi em plena pandemia de Covid-19, quando o ensino escolar passou a ser feito à distância, que pôs as mãos à obra. “Vi uma reportagem sobre o assunto e agarrei-me com unhas e dentes”, contou na altura ao IMEDIATO.

No total, Pedro Matos reparou 15 computadores, nove deles entregues à Câmara Municipal de Paços de Ferreira para distribuição. Contudo, algo é certo: Pedro Matos vai continuar a dar nova vida ao material informático que lhe chega às mãos.

“O projeto ainda está a ser continuado e continuo a receber material. Ao fazer bem a tantos jovens, sinto que, apesar de gostar que tivessem sido entregues mais computadores, que fiz a diferença e que espero ter passado a imagem que com pouco se faz muito, e que com o que uns não usam que outros podem usar”, partilhou o primeiro-cabo, que em junho foi colocado na Base Aérea nº2, em Beja.

Contudo, agora condecorado pelas suas ações, Pedro Matos considera que a medalha que colocou ao peito pertence a todos os militares pelo seu papel na luta contra a pandemia.

“Não considero esta medalha só minha, é de todos os militares. Todos temos um papel na luta contra a covid-19, não menosprezando ninguém”, rematou. Reveja a entrevista ao IMEDIATO.