O documento, que conta com um forte apoio de fundos do PRR e do Portugal 2030, será submetido à Assembleia Municipal esta quinta-feira (21h00). O PSD votou contra, criticando a “ausência de uma visão transformadora”.
O executivo da Câmara Municipal de Paços de Ferreira leva a votação, esta quinta-feira, 26 de fevereiro, o Orçamento Municipal para 2026. Com um valor recorde de 88,5 milhões de euros, o documento é apresentado pela maioria PS como um plano focado na continuidade de projetos estruturantes e no equilíbrio das contas públicas, embora conte com uma fatia significativa de financiamento externo.
Habitação e Educação no centro da estratégia
A autarquia define a habitação como o pilar central deste orçamento. Através do programa “1.º Direito”, estão previstas requalificações nos conjuntos habitacionais de Arreigada, Boavista, Modelos e Penamaior, além da construção de novos fogos em Seroa e Modelos (Pigeiros). Em Freamunde, serão criadas 60 habitações de renda acessível em parceria com o IHRU.
No setor da educação, o município mantém a aposta na gratuitidade de refeições e transportes, expandindo a modernização tecnológica com as “Salas do Futuro” em todos os centros escolares. Uma das novidades é o anúncio de uma bolsa de 500 euros para estudantes do ensino superior residentes no concelho, a implementar a partir do próximo ano letivo.
Saúde, Ambiente e Fiscalidade
O plano de investimentos inclui ainda a conclusão do novo Centro de Saúde de Paços de Ferreira e a aposta na mobilidade ecológica, com a criação de um corredor ribeirinho. No plano fiscal, a autarquia confirmou a manutenção da taxa mínima de IMI (0,3%) e a isenção de derrama para pequenas e médias empresas com faturação até 150 mil euros.
PSD critica “falta de ambição” e vota contra
Apesar do montante histórico, a oposição social-democrata votou contra o documento. O PSD argumenta que o crescimento do orçamento se baseia excessivamente no aumento da despesa e no endividamento, sem apresentar uma estratégia real de captação de investimento privado ou desenvolvimento económico.
Para os sociais-democratas, o município sofre de uma “ausência de visão transformadora”, apontando o dedo à estagnação das zonas industriais e à falta de atualização do Plano Diretor Municipal (PDM). Segundo o partido, este é um orçamento “grande em números, mas limitado na ambição” de preparar o concelho para o futuro.
O documento sobe agora à Assembleia Municipal para a votação final.

