A Suécia consolida-se como um dos parceiros económicos mais vitais para Portugal. Segundo avança o Jornal Económico, o dinamismo das 260 empresas suecas no país gerou um valor acrescentado de 4,2 mil milhões de euros nos últimos cinco anos.
O tecido empresarial sueco em Portugal vive um momento de forte expansão. De acordo com uma reportagem publicada pelo Jornal Económico, as empresas de matriz sueca estabelecidas em solo nacional não só empregam 18 mil pessoas, como investiram mais de 1,1 mil milhões de euros entre 2020 e 2024.
Esta relação de confiança reflete-se numa balança comercial onde a Suécia já ocupa o 11º lugar no ranking das exportações portuguesas, superando mercados como o Brasil e Marrocos.
IKEA Industry: O Motor Industrial de Paços de Ferreira
Se o design sueco é global, a sua execução tem em Portugal um dos seus maiores centros nevrálgicos. A IKEA Industry, localizada em Penamaior (Paços de Ferreira), é destacada como o maior expoente desta cooperação.
Desde o início da sua atividade em 2008, a unidade tornou-se um pilar da produção mundial do grupo, focando-se na eficiência e sustentabilidade:
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Produção Global: Com uma área de 470.000 m², Portugal integra o restrito grupo de países com maior volume de produção para a IKEA, a par da Polónia, Eslováquia e Suécia.
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Impacto Social: A fábrica é responsável por cerca de 1.752 postos de trabalho, produzindo anualmente parte dos mais de 100 milhões de peças de mobiliário que o grupo comercializa globalmente.
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Energia Verde: A unidade já conta com mais de 70.000 m² de painéis solares para consumo próprio, reforçando o objetivo de “ter um impacto positivo no planeta e produzir mais com menos”.
Inovação Debaixo da Terra e no Metro
O investimento sueco abrange também a alta tecnologia e infraestruturas. O artigo do Jornal Económico destaca a Epiroc, gigante que fornece equipamento para a Somincor (Neves-Corvo) e para a Almina (Aljustrel), além de participar ativamente no projeto da Linha Ruby do Metro do Porto.
Portugal como Hub Tecnológico
Para Jennifer Ekström, presidente da Câmara de Comércio Luso-Sueca, a atratividade do país é clara. Em declarações ao Jornal Económico, a responsável sublinha que a combinação de custos competitivos com uma infraestrutura tecnológica de elevada qualidade tem permitido a expansão de várias empresas ao longo das últimas décadas.
“Portugal tem vindo a afirmar-se como um dos principais centros tecnológicos da Europa, como plataforma para a expansão global”, afirma Ekström, reforçando que os dois países funcionam hoje como “mercados de teste atrativos” e portas de entrada para mercados globais.
Fonte: Baseado na notícia de António Sarmento, publicada originalmente no Jornal Económico.
