– O meu Amigo já prevenido, partiu, e nada mais disse.
– Eu sabia que a sua idade não lhe dava Futuro
– muito menos a saúde que precisava urgente
– como é precisa para toda a gente;
– mas a idade não perdoa e voa numa hora de silêncio;
– a morte andava-o a rondar. Uma merdisse;
– ele que foi meu mestre a tratar do limoeiro
– e um ou outro ameixoeiro
– que ele plantou no meu quintal com pouco proveito.
– Andamos de sachola na mão a limpar o terreno
– que dividia connosco nas traseiras da sua humilde casa.
– Era a sua casa, o seu palacete, ou “pardieiro”
– onde descansava enrolado no velho sofá
– e ali deitado sem jeito, apoiado por sua filha
– enquanto a esta, o tempo, lhe deixava acompanhá-lo
– e dele tratava como podia. Paz à sua Alma!
– (do grande amigo:- Moura)
