A atual situação do Rio Sousa e as descargas ilegais que tem sofrido em Recarei, Paredes, foram motivo de questão ao Governo por parte do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda. Recorde-se que, recentemente, as descargas “criminosas” de uma vacaria em Lousada também chegaram à Assembleia da República.

“Uma grande quantidade de peixes foi encontrada morta no rio Sousa, na freguesia de Recarei, concelho de Paredes, no dia 4 de setembro. De acordo com relatos da população local, a morte dos animais foi causada por uma descarga poluente nas proximidades do lugar de Além do Rio”, explicou o Bloco Distrital do Porto em comunicado.

Segundo o partido, a “poluição recorrente do rio Sousa” põe em risco a integridade ecológica, a fauna, a flora e os valores ambientais daquele sistema fluvial, acrescendo-se ainda “o facto de o rio ser utilizado pela população para a prática de atividades de recreio e lazer”, tornando-se também, aos olhos do BE, um risco para a saúde pública.

Recorde-se que a autarquia de Paredes denunciou publicamente a “descarga criminosa” e informou ainda que fez queixa às autoridades competentes (SEPNA e Agência Portuguesa do Ambiente).

Assim, o Bloco de Esquerda questionou o Governo questionou o Governo sobre se teve conhecimento da descarga e se as autoridades foram notificadas e realizaram análises às águas do Rio Sousa.

Aos olhos dos deputados bloquistas, é necessário “necessário apurar responsabilidades e atuar nos termos da lei”, eliminando “definitivamente” as fontes de poluição do Rio, “proceder à sua despoluição e recuperar plenamente a biodiversidade do rio, permitindo a fruição de um ambiente aprazível, saudável e limpo à população”.

Recentemente, os deputados do BE questionaram o Governo acerca de descargas de uma vacaria ilegal em Lousada, mas já em 2018 o rio Sousa foi assunto na Assembleia da República. “Depois de todos estes alertas, é incompreensível verificar que as descargas poluentes naquele rio persistem”.

Movimento Rio Sousa vai pedir reunião com Associação de Municípios do Vale do Sousa

O Movimento Rio Sousa esteve reunido este fim-de-semana em Penafiel, no prosseguimento “da defesa da bacia hidrográfica do Rio Sousa”. Como “não se verificam sintomas de alívio ambiental no rio e seus afluentes” vai solicitar uma audiência à Associação de Municípios do Vale do Sousa (Valsousa).

Numa nota enviada às redações, o grupo considera necessário continuar com a “exigência de prementes medidas que permitam o cessar de ataques ao biossistema do Rio Sousa”, tendo em conta a quantidade de descargas poluentes no seu caudal.

Ainda que, depois da Marcha Pelo Rio Sousa, que juntou, há aproximadamente um ano, “inúmeras pessoas numa demonstração de empenho na preservação do rio”, o movimento tem vindo a reunir com as autarquias, realçando “importância do seu papel na arbitragem e solução da constante e anómala poluição do Rio Sousa”.

Contudo, os responsáveis do Movimento Rio Sousa afirmam não verificar “sintomas de alívio ambiental no rio e seus afluentes” e, tendo em conta a importância de medidas intermunicipais, vai solicitar uma audiência à Associação de Municípios do Vale do Sousa.