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GNR identifica empresa de combustíveis na origem de mar de espuma no Rio Carvalhosa

RioCarvalhosa final

A GNR e o SEPNA já identificaram a empresa responsável, em Meixomil. Em causa está uma contraordenação “Muito Grave” e um crime de poluição que pode resultar em elevadas multas.

PAÇOS DE FERREIRA | A indignação popular que tomou conta das redes sociais e da Junta de Freguesia de Carvalhosa nos últimos dias teve um desfecho célere por parte das autoridades. Após o aparecimento de uma espessa e invulgar camada de espuma branca ao longo do trajeto das águas do Rio Carvalhosa, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR localizou a origem do foco poluidor: uma empresa de combustíveis situada na freguesia de Meixomil.

Segundo as investigações, a contaminação terá sido causada pela lavagem de depósitos de combustível da empresa. Os detritos químicos e hidrocarbonetos foram escoados diretamente para o rio através de um tubo de drenagem, provocando uma reação química visível a olho nu e que ameaça o ecossistema do Carvalhosa, que desagua no Rio Ferreira, em Frazão.

Coimas e responsabilidade criminal

O cenário é de extrema gravidade. Por envolver hidrocarbonetos — resíduos altamente tóxicos para a fauna, flora e saúde pública — o incidente não será tratado como um mero acidente de percurso. A empresa enfrenta agora três frentes de responsabilização:

Próximos passos da investigação

A GNR já recolheu provas fotográficas e documentais no local, que servirão de base ao inquérito judicial. É expectável que os sistemas de drenagem sejam selados de imediato para impedir novas descargas.

A comunidade local permanece atenta, com os cidadãos a exigirem uma fiscalização mais apertada às unidades industriais que operam ao longo dos Rios Ferreira e Carvalhosa, cursos de água que têm sido fustigados por episódios recorrentes de poluição ao longo dos anos.

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