Sete pessoas foram detidas pela Polícia Judiciária pela presumível prática de crimes de burla e de falsificação em diversas localidades do Norte do País. Entre elas está um advogado de Paredes, que foi condenado a uma pena de prisão de 19 anos por crimes da mesma natureza (dos quais já cumpriu 14, encontrando-se em liberdade condicional), uma consultora imobiliária de Paços de Ferreira e o funcionário de um stand de Paredes, com antecedentes criminais.
Segundo comunicado da Polícia Judiciária (PJ), os detidos “usariam procurações falsas para celebrar escrituras de compra e venda de imóveis alheios, apropriando-se do respetivo valor da venda, sendo que, noutros casos, faziam crer a compradores que terrenos com árvores para venda eram seus, conseguindo locupletar-se com o produto de diversas vendas”.
Faziam-se também passar por sócios gerentes de empresas existentes no mercado, usurpando as respetivas identidades e celebrando nessa qualidade contratos de locação com entidades financeiras, que asseguravam o pagamento total a empresas fornecedoras, ativando os contratos de locação após a entrega das mercadorias”.
O grupo, que usava diferentes modus operandi para o cometimento dos crimes, apoderava-se de somas em dinheiro calculadas em dezenas de milhares de euros, terão lucrado mais de 75 mil euros com os crimes cometidos.
Os detidos, com idades compreendidas entre os 40 e os 58 anos, vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação tidas por adequadas.

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