Dois dos 12 detidos pela Polícia Judiciária na passada semana, por associação criminosa, fraude fiscal, branqueamento e falsificação de documentos, entre outros, vão ficar em prisão preventiva. Entre eles está o homem que é apontado como o líder do grupo, dono de um gabinete de contabilidade de Paços de Ferreira que já tinha antecedentes criminais por crimes da mesma natureza, tendo sido recentemente acusado pelo Ministério Público por uma fraude de sete milhões de euros.
No âmbito da operação Apate, a Polícia Judiciária deteve 12 pessoas, com idades compreendidas entre os 25 e os 55 anos, dos concelhos de Paços de Ferreira, Paredes, Porto, Vila Nova de Gaia, Santo Tirso, Guimarães, Maia, Marco de Canaveses e Felgueiras. São empresários de vários ramos de atividade e são suspeitos de terem montado um esquema com vista a obter benefícios fiscais indevidos, liderado pelo contabilista pacense – que já tinha sido também condenado a uma pensa suspensa de cinco anos – e por outros elementos que funcionavam como testas de ferro, esquema este que lesou o Estado em cerca de dois milhões de euros. Segundo a Polícia Judiciário, terão sido “declarados dados falsos à Autoridade Tributária, emitindo faturas de compras e prestações de serviços, por meios informáticos, em nome de sujeitos passivos cuja contabilidade tinham a seu cargo”.
Os detidos foram presentes ao juiz de Instrução Criminal do Tribunal do Marco de Canaveses, que decretou a prisão preventiva do contabilista de Paços de Ferreira – apontado como o líder do grupo – e de um empresário de Guimarães. Nove ficaram sujeitos a apresentações periódicas e proibidos de contatar com os demais suspeitos e um último arguido ficou sujeito a termo de identidade e residência.

 

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