Em Paços de Ferreira, há falta de casas para comprar e arrendar e para atingir a média nacional de habitabilidade, o concelho precisava de mais dez mil casas. A Câmara Municipal de Paços de Ferreira está disponível para criar uma linha verde de apoio à construção para aumentar a oferta e ter capacidade de resposta à procura existente.
Durante uma visita a vários investimentos públicos e privados que estão a ser construídos no concelho, Humberto Brito, presidente da Câmara Municipal, afirmou que são precisas mais dez mil habitações, para responder à crescente procura e aproximar-se da média nacional. “Atualmente, temos cerca de 15 mil prédios de habitação, que correspondem a cerca de 21 mil alojamentos, mas para chegarmos à média nacional precisamos de construir mais 10 mil habitações”, afirmou o edil municipal, acrescentando que existe “um mercado potencial”, pois o concelho “está muito longe de chegar a essa média”.
Apesar das construções em curso, que estarão concluídas nos próximos três anos e das quais vão resultar cerca de 125 novos apartamentos (quase todos já vendidos), o autarca garantiu que “a oferta é escassa, face à procura pelo concelho” e que o executivo que continuar “a apostar e a apoiar todos aqueles que queiram vir para cá investir e também quem queira vir para cá morar”. Nesse sentido, Humberto Brito manifestou disponibilidade para criar uma linha verde de apoio ao investimento na área da habitação, que concederá benefícios fiscais, com isenções de IMI, IMT e IVA a 6%. O autarca frisou ainda que já está a ser feito trabalho a este nível, nomeadamente através do licenciamento na hora, um serviço já em funções. “Um investidor não pode esperar. Temos um prazo médio de oito dias para responder aos projetos, salvo raras exceções, desde que os técnicos sejam exímios no cumprimento das regras legais. Há casos em concreto em que a resposta pode ser na hora”, rematou.

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