Os deputados do CDS/PP na Assembleia da República questionaram esta terça-feira o Ministério do Ambiente para perceber o que foi feito pelo ministério impedir as descargas poluentes verificadas no Rio Ferreira, junto à ETAR de Arreigada.
Os deputados Álvaro Castello-Branco, Cecília Meireles e Pedro Mota Soares interpelaram o ministro João Pedro Matos Fernandes para confirmarem se a estação de tratamento de águas residuais “não está a realizar o tratamento adequado aos esgotos, lançando para o rio todo o efluente sem o necessário tratamento”.
O rio Ferreira “tem sido alvo de descargas poluentes que entidades como o Ministério do Ambiente e as câmaras de Paços de Ferreira e Paredes confirmam ter origem na ETAR existente em Arreigada” e, por isso, o CDS-PP pretende saber para quando está prevista “a extensão do emissário para que a descarga do efluente tratado seja a jusante do parque de lazer existente na freguesia de Lordelo, no concelho de Paredes”.
Foi ainda questionado sobre a ampliação daquela ETAR ou a construção de uma nova. “Já foram apuradas responsabilidades pelas descargas poluentes no rio? Se sim, quais?” e “quais as consequências, para as entidades obrigadas ao respeito de regras ambientais, no caso de violação dessas regras?”.
Os deputados do CDS-PP recordam que a junta de freguesia de Lordelo diz que “a situação é de extrema gravidade” e que “a empresa que gere a ETAR atua de forma consciente e tem contado com o silêncio do Governo, cujo ministro do Ambiente conhece muito bem a situação”.

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