O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) vai arrancar com uma Unidade de Hospitalização Domiciliária. Este modelo de internamento, que entrará em funcionamento ainda este mês de fevereiro, foi apresentado, no passado dia 29 de janeiro, aos profissionais daquela unidade hospitalar.
“Este é um modelo, do ponto de vista financeiro, com mais vantagens para o Centro Hospitalar. No entanto, não se trata só de números. Vamos tratar de doentes que vão ficar no conforto do seu ambiente familiar, com acesso aos cuidados hospitalares, possibilitando aos cuidadores organizarem-se pessoal e profissionalmente”, afirmou Carlos Alberto, presidente do Conselho de Administração sobre a Hospitalização Domiciliária, acrescentando que “a Hospitalização Domiciliária, a par com o programa de Autonomia Financeira e a humanização de cuidados, são três das maiores responsabilidades do CHTS para o ano de 2019.”
A Unidade de Hospitalização Domiciliária é composta, atualmente, por dois médicos (aos quais se associam vários outros médicos para garantirem o funcionamento 24 horas por dia durante 365 dias), seis enfermeiros, uma assistente social, uma farmacêutica, uma nutricionista e uma assistente operacional. Este serviço vai ser disponibilizado no Hospital Padre Américo, abrangendo os ACES – Vale do Sousa Norte e Sul, num raio de 15 quilómetros de distância do hospital. Está previsto, posteriormente, o alargamento ao Hospital de Amarante com a criação de uma Unidade de Hospitalização de acordo com a realidade e geografia de Amarante.
Este modelo de prestação de cuidados aplica-se a diversas patologias, sendo uma alternativa ao internamento convencional que permite aos doentes recuperar de uma doença aguda em casa, recebendo cuidados hospitalares.
“Doente com diagnóstico definido, residência com condições de habitabilidade necessárias e, caso não seja autónomo, dispor de um cuidador. Mas este modelo de internamento terá sempre que ser aceite pelo doente e pela família ou cuidadores informais”, explicou Lindora Pires, médica coordenadora da Unidade de Hospitalização Domiciliária, durante a sessão.
A referenciação de doentes vai ser feita, para já, pelas equipas clínicas do internamento de Medicina Interna. Mais tarde, a indicação de doentes para Hospitalização Domiciliária poderá ser feita pelo Serviço de Urgência, internamento Cirúrgico, Consulta Externa ou através dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).
Segundo a coordenadora, esta unidade vai permitir “o melhor tratamento assegurado ao doente, no conforto da sua casa, acompanhado pelos seus familiares e amigos e estando o menos possível exposto a infeções hospitalares que são causa de um número cada vez maior de morbilidades e mortalidade”.

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