O presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Antonino de Sousa, assumiu, esta segunda-feira, “a sua indignação” porque o Governo está a planear fazer descontos nas portagens da A41, quando não respondeu ao seu apelo para fazer o mesmo na A4.

Para o mesmo, o Governo está a levar a cabo uma política de “diferenciação negativa dos territórios”, ao preparar uma redução dos valores das portagens na A41, depois de as Câmaras Municipais do Porto e da Maia terem defendido medidas para desviar os veículos pesados da VCI.

“O presidente da Câmara de Penafiel aplaude a defesa intransigente da Maia e do Porto na defesa dos interesses da região e dos seus cidadãos (…). Todavia, não pode deixar de lamentar profundamente que as reivindicações de Penafiel e os alertas que tem feito ao governo sobre a A4 continuem sem resposta”, lê-se no comunicado enviado.

A autarquia recordou ainda que, em abril, Antonino de Sousa fez chegar ao primeiro-ministro, António Costa, uma missiva onde apelava à aplicação de medidas que apoiassem os empresários do concelho e do Tâmega e Sousa – uma delas “a suspensão do pagamento de portagens para viaturas comerciais que diariamente circulem na Auto-estrada A4”.

Contudo, cinco meses depois “não há qualquer contacto, indício ou sinal, de que esta preocupação com as empresas de uma das regiões mais frágeis do país, o Tâmega e Sousa, esteja a ser levada a sério pelo governo”, criticou a Câmara Municipal de Penafiel.

“Foi, por isso, “com alguma perplexidade, que tomamos conhecimento de que o governo se prepara agora para reduzir o preço das portagens da A41 no Grande Porto (…). Consideramos, pois, esta decisão uma discriminação inaceitável e uma manifestação de desrespeito e desconsideração para com os Penafidelenses e, também, para com toda a população desta região”.

Segundo dados do Relatório de Tráfego na Rede Nacional de Autoestradas, referidos na nota de imprensa, no 1º trimestre de 2018 circularam cerca de 14.243 viaturas nesta via, por dia, “um movimento superior a 5 milhões de veículos por ano”.

“Em plena pandemia com efeitos devastadores para a economia nacional, todas as ajudas são poucas, mas umas são mais determinantes que outras como seria o caso do ajuste do custo de portagens na A4, em especial para viaturas comerciais”, considerou a autarquia.

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