A concelhia do CHEGA de Paços de Ferreira emitiu uma nota de repúdio veementemente crítica em relação à intervenção de Paulo Ferreira, presidente da Câmara Municipal, durante a Assembleia Municipal realizada esta quinta-feira, 5 de novembro.
Em causa estão as declarações do autarca que incluíram referências à corrupção, à prática de crimes e menções recorrentes a “malas”, acompanhadas por críticas direcionadas aos eleitos do partido e ao líder nacional, André Ventura. O CHEGA considera que estas abordagens lançam suspeitas sem fundamentação factual ou identificação de condutas concretas, acusando o presidente de degradar o debate democrático e de atuar de forma incompatível com a responsabilidade institucional inerente ao cargo.
Contraponto político e exigência de rigor
Na mesma publicação, a estrutura política questiona se o critério de associar a filiação partidária a suspeitas seria igualmente aplicado pelo autarca aos eleitos do Partido Socialista (PS), incluindo o antecessor de Paulo Ferreira e atual deputado na Assembleia da República. Referindo-se a processos judiciais e investigações em municípios como Santo Tirso, Barcelos, Valongo, Gaia, Montalegre e Matosinhos, o partido argumenta que o PS não pode arrogar-se de uma autoridade moral exclusiva, reiterando que “a honorabilidade não se presume nem se retira em função do partido”.
O comunicado sublinha ainda que o mandato do presidente da câmara detém a mesma legitimidade democrática — conferida pelo voto dos cidadãos — que o dos deputados municipais do partido, rejeitando qualquer tentativa de reduzir os seus eleitos a uma “obediência automática” e defendendo que a disciplina partidária não anula a independência de pensamento.
Exigência de retrato e pedido de desculpas
Considerando que quem formula acusações tem o dever de as fundamentar com clareza, a concelhia do CHEGA exige que Paulo Ferreira:
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Assuma a responsabilidade pelas palavras proferidas;
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Se retrate publicamente;
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Apresente um pedido de desculpa formal aos eleitos visados.
Por fim, a estrutura política assegura que continuará a exercer o seu mandato de fiscalização do executivo municipal com firmeza, focando-se na defesa dos interesses dos pacenses.
