No dia doze deste mês, comemora-se o Dia Internacional da Juventude. Muitos dos leitores já passaram por esta etapa da vida. Os mais idosos dirão: «Outros tempos». Claro que eram outros tempos… O mesmo irá acontecer com os jovens de hoje, mais tarde. A época em que estamos será sempre diferente da do passado
A questão principal será sempre a mesma, pois é intemporal:
O que aprendemos com o passado e como evoluímos enquanto Humanidade? Em igualdade? Equidade? Paz? ou Felicidade?
Qual será a contribuição daqueles que têm maiores responsabilidades sociais? Líderes políticos? Líderes económicos? Líderes militares? Líderes religiosos? Líderes desportivos? ou mesmo os «influencers» que têm milhões de seguidores?
Como cidadão qual é a sua contribuição, através do exemplo e intervenção social para a promoção de uma sociedade mais justa, pacífica, inclusiva e ética?
Que «qualidade» de mundo deixamos para os ditos jovens? Qual será o ponto de partida deles? Não seremos todos «cúmplices», nem que seja por negligência?
Em Portugal, a Fundação Francisco Manuel dos Santos realizou, em 2021, um estudo sobre os jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 34 anos. Estes serão cerca de 2,2 milhões no nosso país. São eles que, daqui a alguns anos, estarão nos mais altos cargos da sociedade e, de alguma forma, a irão «modelar»!
Que jovens são estes?
43% consideram ver filmes e séries o seu passatempo.
29% passam mais de 3 horas nas redes sociais.
33% passam o tempo livre sozinhos.
4% não têm nenhum bom amigo.
A violência entre amigos ocorre em 4% das mulheres e em 11% dos homens.
32% têm excesso de peso ou obesidade.
15% das mulheres e 6% dos homens não praticam desporto.
23% já pensaram ou tentaram suicidar-se.
23% não se sentem satisfeitos com os pais.
30% já tomaram medicamentos para dormir.
26% já tomaram medicamentos para a ansiedade/depressão.
12% já autoinfligiram lesões corporais.
Dos que não terminaram os estudos secundários, 31% referem não gostar de estudar/falta de interesse.
Dos que não terminaram os estudos superiores, 21% referem não gostar de estudar/falta de interesse.
Como serão estes dados cinco anos depois? Terão melhorado?
Infelizmente, tenho as minhas dúvidas.
Dados mais recentes (RASI 2025) dizem que, relativamente a 2024:
O «Programa Escola Segura» registou mais 14% de ocorrências.
As ocorrências de natureza não criminal tiveram um aumento de 76,6%, enquanto as restantes registaram apenas uma ligeira diminuição.
Recentemente, na comunicação social, afirmou-se que:
Houve um aumento de 15% da violência no namoro, segundo a PSP.
75% legitimam a violência no namoro.
Obviamente, estou a realçar alguns dos aspetos menos positivos para que os «adultos» se consciencializem do «ambiente mental» dos nossos jovens e da pressão que sentem. Cada vez mais, é importante apoiar e acompanhar os nossos jovens no seu percurso de vida, quer académico, quer no início da sua atividade profissional. Que a “energia potencial” destes jovens seja transformada num resultado «útil» para eles e para a sociedade. Que a vitalidade, e a coragem de irem “mais além” se prolongue ao longo da Vida e seja focado nos aspetos positivos do progresso da humanidade.
O Coaching, ao promover reflexões profundas sobre a Vida, poderá orientar essa «energia potencial» dos jovens para concretização dos seus objetivos, promovendo a sua capacitação em competências socioemocionais e de liderança, cada vez mais importantes na vida pessoal e em qualquer atividade profissional. Percecionar uma vida mais “feliz” desde jovem é fundamental para se tornar mais tarde num idoso (mais) feliz.
Através da prática do Coaching, é possível trabalhar o seu Projeto de Vida, para que encontre um sentido e a resiliência necessária para se adaptar positivamente às «mudanças» constantes da Vida e do mundo.
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