No penúltimo dia do mês comemora-se o Dia Internacional do Amigo, também conhecido como Dia da Amizade. É uma excelente oportunidade para refletir sobre os seus amigos, quer aqueles com quem já não interage há bastante tempo, quer aqueles com quem mais convive. Existe uma tendência para classificar e ordenar, por importância, os nossos amigos, tarefa que não é nada fácil e que poderá até ser injusta para muitos deles. Afinal, caro leitor, quantos amigos tem?
O antropólogo britânico Robin Dunbar concluiu, ao estudar os primatas, que existia uma relação entre o tamanho do cérebro e a dimensão do grupo com o qual estes se relacionavam regularmente. Extrapolando esses estudos para o ser humano, estabeleceu-se um limite teórico para o tamanho do grupo social, que seria, em média, de cerca de 150 relações sociais significativas.
Curiosamente, estas poderiam distribuir-se da seguinte forma:
Círculo íntimo – 5 pessoas
Bons amigos – 15 pessoas
Amigos próximos – entre 35 e 50 pessoas
Amigos – cerca de 150 pessoas
Num círculo mais alargado, poderíamos ainda considerar:
Pessoas conhecidas – cerca de 500
Pessoas cujo nome consegue associar ao rosto – cerca de 1.500
Mais importante do que esta proposta — e da sua adaptação ao mundo atual, onde os relacionamentos vão muito além dos contactos presenciais (as redes sociais permitem hoje estabelecer relações em que desconhecidos se tornam amigos presenciais e que, por vezes, acabam mesmo por integrar o círculo íntimo) — importa saber quão sociável é e qual a sua capacidade para criar, manter e fortalecer amizades ao longo da vida.
Assim, algumas questões poderão ser colocadas:
Quantos amigos ainda conserva desde a infância?
Como alimenta a amizade com cada um deles?
Quantos amigos ficaram pelo caminho?
Quantos amigos deixaram de o ser?
Quantos novos amigos continua a criar?
Quão satisfeito se sente com a sua vida social?
(…)
A amizade promove a felicidade e deve ser alimentada de forma natural, sem pressões internas nem externas, incrementando o compromisso, a lealdade, a confiança e a interdependência.
A falta de amigos e o isolamento social, tão comuns entre muitos idosos, estendem-se hoje, infelizmente, a muitos jovens excessivamente dependentes do mundo digital, promovendo precisamente o oposto: infelicidade, doença e morte prematura. Um estudo liderado pela psicóloga Julianne Holt-Lunstad, da Universidade Brigham Young, indica que a solidão aumenta o risco de morte prematura em cerca de 30%, um efeito comparável ao de fumar 15 cigarros por dia.
A falta de relações humanas significativas é hoje um dos grandes problemas da nossa sociedade. É urgente apostar na educação relacional em todos os níveis de ensino. O Coaching, enquanto ferramenta de desenvolvimento humano e superação pessoal, poderá desempenhar um papel relevante neste domínio.
Através da prática do Coaching, é possível desenvolver e potenciar a componente social de cada pessoa, reforçando a segurança nos relacionamentos, promovendo uma comunicação positiva e não violenta e desenvolvendo a inteligência não-verbal, para que as suas conexões sejam cada vez mais humanas, autênticas e significativas.
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