A obesidade é uma doença crónica caracterizada pelo excesso de gordura corporal e com impacto na saúde global e na qualidade de vida. Não resulta apenas de se “comer demasiado”. Na sua origem, estão envolvidos fatores genéticos, hormonais, emocionais, sociais e ambientais. Além das limitações físicas que implica, está associada a um risco aumentado de diabetes, hipertensão, apneia do sono, doenças cardiovasculares, infertilidade e alguns tipos de cancro. É habitualmente avaliada pelo Índice de Massa Corporal (IMC), considerando-se obesidade quando este ultrapassa os 30 kg/m².
A cirurgia bariátrica não é a primeira opção terapêutica. Está indicada apenas para pessoas em que a dieta, o exercício e a medicação não resultaram. É geralmente considerada nos casos de obesidade grave (quando o IMC é igual ou superior a 40), ou quando o excesso de peso já está associado a problemas como diabetes, hipertensão, apneia e colesterol elevado (mesmo que o IMC se situe entre os 35 e 40).
As opções cirúrgicas mais comuns são o sleeve gástrico e o bypass gástrico. O primeiro reduz o tamanho do estômago em cerca de 80%, diminuindo a sua capacidade e também a sensação de fome. Já o bypass gástrico cria uma pequena bolsa gástrica, ligada diretamente ao intestino, o que permite reduzir a absorção de calorias.
Os benefícios da cirurgia bariátrica vão muito além da perda de peso. Muitos doentes reduzem ou deixam a medicação para diabetes e hipertensão, dormem melhor, recuperam mobilidade e autoestima e conseguem voltar a atividades simples do dia a dia. Estudos demonstram também que se consegue uma redução do risco cardiovascular e um aumento da esperança média de vida.
Mais do que perder peso, tratar a obesidade é recuperar saúde, autonomia e qualidade de vida.

