Em Portugal, o cancro colorretal é o segundo tipo mais comum de doença oncológica e a segunda causa de morte por tumor maligno. Afeta ligeiramente mais homens do que mulheres e é frequente surgir em idades acima dos 50 anos. No entanto, tem-se observado, nas últimas décadas, um aumento preocupante da sua incidência em adultos mais jovens.
A cada ano, são diagnosticados 10 mil novos casos no nosso país, dos quais 50% são fatais, com cerca de 11 mortes por dia provocadas por cancro colorretal. Importa, no entanto, salientar que se o diagnóstico for estabelecido numa fase precoce, a taxa de sobrevivência, aos 5 anos, pode ser superior a 90%.
Para que tal seja possível, é necessário atuar antes de aparecerem os primeiros sintomas, que passam, normalmente, por alterações do trânsito intestinal e perdas de sangue nas fezes.
É neste contexto que se insere a importância dos exames de diagnóstico. A colonoscopia – exame direcionado para toda a população saudável e sem queixas acima dos 50 anos –, desempenha um papel decisivo no diagnóstico de pólipos. Uma vez que a maioria dos casos de cancro colorretal tem origem no pólipo adenomatoso – que atinge 30 a 50% da população, em alguma fase da vida –, a sua remoção, num estado precoce, diminui francamente o risco de surgimento da doença. Num só gesto, a colonoscopia permite identificar precocemente as lesões e travar o desenvolvimento do cancro.
Importa ainda sublinhar a importância da prevenção. Hábitos de vida saudáveis – como uma dieta rica em fibras, fruta e vegetais, com redução do consumo de gorduras de origem animal e carnes vermelhas; e a cessação de hábitos tabágicos e do consumo excessivo de bebidas alcoólicas – podem ter um efeito protetor.
