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Bloqueio à aprovação do Orçamento levará à crise política e estagnação do concelho

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Orçamento histórico ou reprovação? Os Paços do Município são hoje o palco de um braço de ferro político.

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Se o Orçamento de Paços de Ferreira para 2026 for chumbado na Assembleia Municipal desta quinta-feira (21h00), a autarquia entrará imediatamente num regime de exceção jurídica e financeira. As consequências são práticas e podem paralisar a visão estratégica do concelho.

Aqui estão os efeitos específicos da gestão por duodécimos:


O Teto Financeiro (A “Regra do 1/12”)

A Câmara deixa de poder utilizar os 88,5 milhões de euros previstos para 2026. Em vez disso, fica limitada a gastar, em cada mês, apenas uma doze avos (1/12) do valor do orçamento do ano anterior (2025).

Bloqueio de Novos Projetos e Investimentos

A gestão por duodécimos destina-se apenas a assegurar a sobrevivência da máquina municipal.

Risco Crítico com os Fundos do PRR e Portugal 2030

Este é o ponto de maior vulnerabilidade para o concelho. O orçamento de 2026 conta com um forte apoio europeu que exige o cumprimento de metas temporais rigorosas.

Suspensão de Benefícios e Apoios Sociais

Qualquer medida que represente uma “novidade” face ao ano anterior não pode ser executada:


Resumo do Impacto

Em suma, o chumbo condena o município a um estado de “gestão de manutenção”. O município não para, mas deixa de poder crescer ou implementar as reformas prometidas, ficando refém de uma negociação política urgente para sair do impasse.
Para evitar que o chumbo do orçamento se transforme numa crise política e institucional prolongada em Paços de Ferreira, o caminho passa obrigatoriamente pela negociação direta e pela cedência estratégica entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata.

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