Hoje, enquanto esperava que o telemóvel me comunicasse boas notícias, espreitei o Facebook. Atentei numa publicação que, em castelhano, dizia: “Los que piden guerra no son los que van a recibir las balas!”.
É uma verdade de La Palisse, mas, ignorando-a, a classe dirigente da UE teima em arrastar-nos para um confronto militar com a Rússia, não tendo qualquer pejo em jogar com as nossas vidas nas suas provocações.
Querem convencer-nos de uma ameaça militar que não existe, provocando repetidamente o outro lado para que, havendo resposta, a EU e a NATO se possam virar para nós e dizer, estão a ver?
A arruaça mais recente fê-la o ministro dos negócios estrangeiros da Polónia ao afirmar que aquela tinha potencial para destruir a Rússia. É claro que da Rússia houve logo quem, respondendo no mesmo tom, dissesse que a Rússia destruiria a Polónia em dois ou três dias. Desta troca de galhardetes os media ocidentais, que estão na sua generalidade ao serviço das elites europeias, apenas fazem eco da resposta russa, relegando para segundo plano a provocação polaca. A isto chama-se manipulação da opinião pública.
Manipulação da opinião pública são também as inventonas estapafúrdias dos drones que, ou não explodem ou explodem com risco e prejuízo mínimos nos países provocadores, ou seja, na Alemanha, nos Bálticos e na Polónia. Quem conhece minimamente o poderio militar russo, nomeadamente ao nível dos mísseis balísticos, principalmente o mortífero Oreshnik, que é um míssil balístico de alcance intermédio, com uma velocidade superior a Mach 10, equipado com ogivas múltiplas e virtualmente ininterceptável, estranha a sua “incompetência” nestes episódios. Mas não é de estranhar, é que, se daqueles episódios tivessem resultado vítimas, haveria um escrutínio profundo e descobrir-se-ia quem estava por detrás da brincadeira, redundando a coisa num incomensurável escândalo político.
A verdade é que, sendo quase todos os políticos europeus doutrinados pela CIA e enfeudados a corporações americanas como a BlacRock, a Vanguard e a Goldman Sachs, se compreende muito bem esta sanha militarista, consubstanciada na meta trumpista de 5% da despesa pública para a aquisição de armamento americano.
É para armamento americano, é, sim senhor! É-o, mesmo quando feito na Europa! Por exemplo, a Reinmetal, alemã, tem à cabeça dos seus accionistas a BlackRock e a Vanguard.
Isto não falarmos nas compras de armamento por atacado que a UE fez e faz à empresa israelita Raphael, a tal que adquiriu a fábrica da Volkswagem de Osnabrück, armamento pago por nós, com a supressão dos nossos direitos, da nossa Saúde, da nossa Educação e até da nossa Segurança.
Então? Já compreenderam as verdadeiras razões por que nos querem empurrar para a guerra com a Rússia?
