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A APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO E O ALVOROÇO DOS PARTIDOS

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O Orçamento de 2026, aprovado em Assembleia Municipal a 26 de fevereiro, provocou alvoroço.

Poucos dias depois, a 28 de fevereiro, o PSD elegeu nova liderança concelhia e nos dias 6 e 7 de março já Miguel Pereira tinha iniciado um périplo por todas as freguesias. Em paralelo, o Presidente da Câmara anunciou visitas às 16 freguesias e sessões de proximidade com a população.

Em política, não há coincidências. A votação do orçamento mostrou que o centro de decisão está nas freguesias; é aí que se decide a governabilidade. Todavia, embora o interesse seja o mesmo, a estratégia de abordagem é radicalmente diferente.

Não sei quem decidiu, mas, talvez a lógica seja assim: o Presidente da Comissão Política do PS não vai às freguesias porque perdeu o controle das juntas e não tem base territorial suficiente para atuar diretamente. O Presidente da Assembleia Municipal (PSD) também não vai porque os Presidentes de Junta que o elegeram votaram o orçamento municipal contra a própria bancada. Ora, a ser assim, quem vai às freguesias são os atores que ainda têm capacidade de mobilização: o PS, pelo Presidente da Câmara, e o PSD pela Comissão Política.

As consequências da votação do primeiro Orçamento deste mandato são, por tudo isto, muito significativas:

Do lado da Câmara, surge um formato de proximidade inovador: a iniciativa “À Conversa com o Presidente”, aos sábados à tarde, assume que a mediação do PS passa por Paulo Ferreira ouvir, explicar e calendarizar no próprio território.

Em síntese, o PS faz a aproximação pelo Presidente da Câmara e não pelo Presidente da Comissão Política do partido, enquanto o PSD faz a aproximação pelo Presidente da Comissão Política, não pelo Presidente da Assembleia.

O campeonato vai ser longo e quem quiser governar terá de marcar presença nas freguesias, não apenas na Assembleia Municipal ou nas reuniões das Comissões Políticas.

Ricardo Pereira
11/03/2026

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